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Como surgiu a CNH?

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O surgimento da carteira de habilitação (CNH) só pode ser debatido após saber o que ela representa. Para isso, é preciso voltar no tempo, tendo em consideração que ela está ligada à história do automóvel.

Em 1888, Karl Benz, inventor do primeiro automóvel como conhecemos, precisou de uma autorização por escrito do Grande Ducado de Baden, atual Alemanha. Isso foi em razão de uma denúncia de mal cheiro de gasolina e barulho vindo da máquina.

Sua esposa, conhecida por ter feito a famosa primeira viagem de automóvel pelo país, também precisou da autorização. A partir desse momento, para dirigir algum veículo que não seja animal ou próprio, é preciso a autorização de órgãos competentes. Isso busca resguardar a integridade do condutor e dos demais cidadãos que podem ser atingidos por ele.

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Obrigatoriedade da licença para dirigir 

O Reino Unido foi o primeiro país a exigir a obrigatoriedade de obtenção da permissão da licença para dirigir, em 1 de janeiro de 1904. Trinta anos depois, também tornou-se obrigatório um teste para aptidão dos motoristas. Já no Brasil, a partir de 1910 começaram a existir, individualmente, algumas leis de trânsito. Antes disso, não havia um documento que autorizasse dirigir um veículo.

Antes, para poder dirigir era necessário obter uma autorização por escrito. No entanto, isso não impediu que amadores conduzissem veículos. O poeta e jornalista Olavo Bilac é creditado pelo primeiro acidente de trânsito em solo nacional. Ele bateu o veículo de José do Patrocínio, que o ensinava a dirigir, em 1887. Isso ocorreu três anos após Henrique Santos Dumont, irmão de Alberto, trazer o primeiro veículo ao país.

No Brasil, havia poucos carros para dirigir, até 1903 eram apenas seis. No entanto, os números aumentaram rapidamente nos anos seguintes. Segundo a ANFAVEA, a primeira licença para dirigir foi emitida em 1904 para Menotti Falchi, proprietário de uma fábrica de chocolates. Com o crescimento do número de automóveis, aumentaram os números de licenças.

Aponta-se que até 1925 só existia uma motorista habilitada no país que passou em algum exame para obter a permissão. A argentina Juana Elena Grieve Desaunay de Evans, esposa de um diretor da Ford no país, estava no Brasil a trabalho. No entanto, as licenças e os testes eram feitos pelas autoridades de cada região. Assim, a carteira de Evans foi emitida pelo governo de São Paulo

Uma das obrigatoriedades para tirar a licença era saber ler e escrever. Os testes eram feitos em um único dia, e os que eram aprovados já pegavam o documento imediatamente. Além disso, não era necessário fazer aulas teóricas ou práticas, as pessoas iam direito ao teste. Com isso, era comum muitos motoristas começarem a dirigir antes de tirar a carta, conduzindo veículos de conhecidos.

Prontuário Geral Único (PGU) e Carteira Nacional de Habilitação (CNH)

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Com o passar do tempo, o governo unificou as carteiras em um único documento, o Prontuário Geral Único (PGU). Ele foi criado em 1981 e durou até 1994. O documento possuía menos informações que o utilizado atualmente e não era válido para identificação, sendo obrigado a andar com o RG na época.

Em 1994, o PGU foi substituído pela Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Esta trouxe maiores informações sobre o motorista, mas ainda não servia como documento oficial. Essa validade aconteceu quando inseriram o número de RG e CPF no documento. Atualmente, quem exerce atividade profissional como motorista deve fazer outros testes para possuir a licença.

Para que serve a CNH?

O documento serve para mostrar se a pessoa está ou não apta a dirigir. Com isso, é obrigatório estar com ela em mãos para provar sua aptidão.

As principais informações contidas na CNH são foto, RG, CPF e o número da carteira. Atualmente, é permitido transitar com a CNH Digital, que está disponível nos smartphones.

Pessoas que desejam tirar a primeira habilitação devem fazer um curso teórico preparatório e só depois a prova teórica. Após isso são realizadas as aulas e prova prática.

Fonte: Az Isenções, Mais Credit

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