Sim, existe mais um segredo que envolve a grande produtora Disney e suas obras, acontece que apesar de no principio a marca ter procurado obedecer as “regras” e dogmas da sociedade, ela percebeu depois de um tempo que também possuía uma grande influência, e resolveu utiliza-la para derrubar princípios que julgava abusivos em nossa sociedade.
O segredo nada mais é, do que o fato da Disney introduzir em seus filmes, pouco a pouco autonomia a suas mulheres, querendo assim incentivar e reforçar a autonomia feminina. Livrando seus personagens da submissão que existia nos filmes mais antigos.
Todo mundo conhece os clássicos da Disney, principalmente as suas princesas. As mais clássicas delas e que ninguém esquece é a doce Branca de Neve, Cinderela e Bela Adormecida. Que foram criadas entre 1937 a 1957. Apenas 30 anos depois foi nascer a nossa adorada Ariel, em 1989, nessa época os críticos se surpreenderam pois perceberam que na obra da Pequena Sereia, algo incomum passou a ocorrer nos clássicos dessa grande produtora.
Ariel era segundo a opinião desses estudiosos, a primeira princesa que realmente foi corajosa.O que quebrava um padrão que sempre ocorria nos filmes da produtora, nos filmes mais antigos a personagens femininas falavam muito mais que os homens, reafirmando o esteriótipo de que “as mulheres falam de mais” e os homens não, estes falam apenas o necessário e importante. Tudo isso era apenas um reflexo do tempo em que vivíamos e de como a sociedade se portava. Até porque queridos leitores, estamos falando de nada mais e nada menos do que de 70 anos atrás.
Mas vamos ser mais diretos, o que aconteceu é que duas grandes pesquisadoras, (Carmen Fought e Karen Eisenhauer) começaram a trabalhar em um projeto a fim de analisar todo os diálogos dos filmes clássicos da Disney, elas buscavam descobrir o que exatamente os filmes estavam ensinando sobre os papéis de gêneros. E graças a esse projeto, elas descobriram algo surpreendente!
Elas descobriram que nos três clássicos que citamos as mulheres falavam mais em quantidade que os homens, em Branca de neve temos 50-50%; Cinderela tem 60-40% e já em A bela adormecida temos 71% de todo o diálogo dominado pelas mulheres.
Já nos filmes mais recentes que datam entre 1989 e 1999 aconteceu o movimento inverso, os homens nesses filmes falam muito mais do que as personagens femininas, por exemplo em A Bela e a Fera, Pocahontas e Mulan. E também reforçaram nesses filmes o papel da princesa corajosa, valente e independente. E não mais criaram personagens frágeis, que tinham como objetivo apenas encontrar o príncipe da sua vida.
As pesquisadoras também perceberam que isso acontecia porque a sociedade também estava em fase de mudança, e as meninas que assistiam a esses filmes, queriam e se identificavam com princesas assim.
Outra prova desse reflexo que a Disney adotou é que nas suas obras antigas mais da metade dos elogios que as mulheres receberam, exatos 55% referiam-se apenas a sua beleza e características físicas, e somente uma minoria de 11% dos elogios eram sobre suas realizações e habilidades.
Em contrapartida nas obras recentes (a partir dos anos 90) esses números mudaram, para 22% característica físicas e 40% elogios focados em outras coisas.
Pode ser que essas grande mudanças no padrão Disney de criar tenha ocorrido porque mulheres começaram a estar a frente dessa produção, como em Frozen e Valente. Que são exemplos de filmes que trazem essa abordagem mais liberal a mulher.
E vocês, já haviam percebido essa drástica mudança no estilo de produzir da Disney? Tinham notado que o papél da princesa e as suas características ao pouco foi se transformando? E o que acharam dessa mudança, ela realmente é um reflexo da nossa atual sociedade? Comenta pra gente!





