Conheça a tecnologia desenvolvida para ouvir as "vozes" dentro da sua mente

POR Jesus Galvão    EM Ciência e Tecnologia      09/04/18 às 18h38

Um dispositivo criado por pesquisadores do MIT é capaz de ouvir nossa voz interna. Aquela dos pensamentos, ou quando lemos um livro. Esse mesmo dispositivo, além de decodificar nossos pensamentos, poderia controlar outros dispositivos sem a necessidade da fala. Através de eletrodos em contato da pele do usuário, o AlterEgo, nome pelo qual será chamado, é capaz de transcrever palavras "ditas" em pensamento.

O design do dispositivo ainda não foi visualmente aperfeiçoado, de modo que se torne mais discreto, e pode causar estranhamento ao primeiro olhar. O líder do estudo e estudante de pós-graduação do MIT, Arnav Kapur, define o objeto como um "fone de ouvido" de inteligência aumentada. E para "ouvi-lo" ele é posicionado sobre a mandíbula e queixo, e fixado por cima das orelhas - dessa forma, os quatro eletrodos em contato com a pele captam os sutis sinais neuromusculares que são ativados quando alguém "fala" em pensamento.

O AlterEgo

Os sinais são interpretados por uma inteligência artificial que os envia para um computador que usa redes neurais e os combina com algumas palavras. O AlterEgo já possibilita a seus usuários jogar xadrez, fazer cálculos e tarefas simples como perguntar as horas. Ele também consegue navegar pela interface do sistema de streaming Roku. Aparelho similar ao Chromecast, do Google.

O AlterEgo responde a comandos e utiliza um alto-falante de condução óssea próximo ao ouvido. Os pesquisadores desejam criar uma interface silenciosa, onde somente o usuário possa se comunicar. Kapur, em um comunicado, disse que " a ideia era ter uma plataforma de computação mais moderna que parecesse uma extensão interna de nossa própria cognição."

Durante um teste, o dispositivo teve 92% de precisão na transcrição de palavras. O teste envolveu 10 pessoas que o utilizaram durante 15 minutos. O resultado se aproximou de sistemas de reconhecimento de voz, como o ditado do Google. Agora, os cientistas trabalham para ampliar o reconhecimento de palavras e na coleta de dados que poderão servir para melhoria da interpretação pelo dispositivo.

Então pessoal, o que acharam da matéria? Deixem nos comentários a sua opinião e não esqueçam de compartilhar com os amigos.

Via   Gizmodo     Engadget  
Jesus Galvão
Goiano, Canceriano e Publicitário.

Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, Clique aqui.
Curta Fatos Desconhecidos no Facebook
Confira nosso canal no Youtube
Siga-nos no
Instagram
Siga Fatos Desconhecidos no Google+