
A mais recente inovação da Coreia do Sul traz um novo padrão na defesa militar com armas de laser. Na quinta-feira, a Administração do Programa de Aquisição de Defesa da Coreia do Sul (DAPA) anunciou que o país iniciou a produção de dispositivos de baixo custo.
Esta arma promete revolucionar a forma como pequenos drones são capturados em conflitos.
O modelo, denominado Block-I, provou ser bem-sucedido no abate de pequenos drones e helicópteros em testes.
Embora a agência não tenha divulgado os custos de produção, estima-se que cada disparo a laser custe cerca de 1,50 USD (cerca de R$ 8), representando uma economia significativa em comparação com outros métodos convencionais.

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LASER é uma sigla para “Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation”, ou Amplificação de Luz por Emissão Estimulada de Radiação.
Uma fonte fornece energia ao meio ativo do laser. Pode ser uma descarga elétrica, uma luz flash ou outra fonte de energia.
Isso ocorre em um meio que pode ser um gás (como hélio-neon), um cristal (como rubi) ou um semicondutor. Quando a fonte de energia ativa os átomos ou moléculas no meio ativo, eles atingem um estado de alta energia.
Quando um átomo ou molécula excitada retorna ao seu estado de energia mais baixo, ele emite um fóton. Este fóton pode então estimular outros átomos excitados a emitir mais fótons de maneira coerente.
O meio ativo é colocado entre dois espelhos, formando uma cavidade. Um dos espelhos é parcialmente refletivo. Os fótons refletidos entre os espelhos estimulam mais emissões, aumentando o número de fótons coerentes.
Assim, parte da luz amplificada é liberada através do espelho parcialmente refletivo, criando um feixe de laser altamente coerente e colimado.
Nesse contexto, as armas de laser são dispositivos que utilizam um feixe de laser como meio de dano ou destruição.
Geralmente, usam cristais ou vidros dopados como meio ativo, pela eficiência e durabilidade. Mas também existem armas de fibra óptica e de diódio.
Esses elementos servem para desativar ou destruir alvos como drones, mísseis ou veículos. Também podem causar danos térmicos, derretendo componentes críticos do alvo.
Eles são atrativos pela alta precisão, mas enfrentam desafios de uso, especialmente pela atmosfera, que pode dispersar e absorver a energia do laser, reduzindo sua eficácia em longas distâncias.
Enquanto isso, as armas de laser da Coreia, como o Block-I, tem o tamanho de um contêiner de transporte, mas está equipada com tecnologia avançada.
Além disso, o laser se instala dentro do compartimento, com apoio de um radar ou sistema de rastreamento lateral, que ajuda a produzir tiros precisos. Segundo informações da DAPA, o aparelho tem dimensões de 9 metros x 3 metros x 3 metros.

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Usar a energia das armas de laser para autodefesa tem várias vantagens. Além de serem quase invisíveis e silenciosas, essas armas não necessitam de munição convencional porque utilizam eletricidade.
Isso não apenas reduz os custos operacionais, mas também facilita o inventário e a manutenção em campo.
Em uma altura em que drones de baixo custo são frequentemente utilizados em conflitos em todo o mundo, como na Ucrânia e no Médio Oriente, para reduzir o custo do equipamento militar, a disponibilidade de uma arma económica e eficaz é importante.
A implementação de tais programas pode alterar o equilíbrio estratégico, proporcionando soluções de defesa aérea eficazes e económicas.
Olhando para o futuro, a DAPA anunciou planos para desenvolver o Block-II, uma versão atualizada do sistema atual com maior alcance e capacidade. Esta nova versão visa atingir alvos maiores, incluindo aeronaves e mísseis balísticos, reforçando ainda mais o papel desta tecnologia no campo de batalha.
Segundo a DAPA, investiu-se mais de 63 milhões de dólares neste projeto e está atualmente entrando na fase comercial e operacional.
Com uma taxa de sucesso de 100% de abate de alvos em um teste de tiro real realizado em abril de 2023, a arma Bloco-I não é apenas promissora, mas também preparada para redefinir os padrões modernos de defesa de combate.
Este desenvolvimento coloca a Coreia do Sul na vanguarda da tecnologia de defesa a laser, marcando um ponto de viragem no desenvolvimento militar e tecnológico global.
Fonte: O Antagonista





