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Curiosamente, o Universo está esquentando ao invés de esfriar

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De acordo com estudos antigos e observações, o universo é tudo o que existe fisicamente, a soma do espaço e do tempo e, é claro, as diversas formas de matéria. E como o universo e tudo que o circunda sempre foram um tópico de muita curiosidade, os cientistas não param de fazer descobertas a respeito disso.

Por quase um século, os astrônomos descobriram que o universo está em um estado de expansão. E desde a década de 1990, eles sabem que, há quatro bilhões de anos, a taxa de expansão vem acelerando.

À medida que essa expansão vai acontecendo, e os aglomerados de galáxias e filamentos do universo se distanciam cada vez mais, os cientistas vão teorizando que a temperatura média do universo irá diminuir de forma gradual.

No entanto, segundo uma nova pesquisa liderada pelo Centro de Cosmologia e Física de AstroPartículas (CCAPP), da Universidade do Estado de Ohio, parece que na verdade, o universo está ficando mais quente com o passar do tempo.

A equipe analisou a história térmica do universo nos últimos 10 bilhões de anos e conclui que a temperatura média do gás cósmico aumentou mais de 10 vezes. E atingiu aproximadamente 2,2 milhões de graus Celsius até hoje.

Estudo

Esse novo estudo foi liderado por Yi-Kuan Chiang, que é um pesquisador do CCAPP, e conta também com membros do Instituto Kavli de Física e Matemática do Universo (Kavli IPMU), da Universidade Johns Hopkins e do Instituto Max-Planck para Astrofísica.

Para fazer o estudo, a equipe examinou os dados térmicos da Estrutura de Grande Escala (EGE) do universo. Ela é referente a padrões de galáxias e matéria na maior das escalas cósmicas. Ela é o resultado do colapso gravitacional da matéria escura e do gás.

“Nossa nova medição fornece uma confirmação direta do trabalho seminal de Jim Peebles, o Prêmio Nobel de Física de 2019, que expôs a teoria de como a estrutura em grande escala se forma no Universo. Conforme o Universo evolui, a gravidade puxa a matéria escura e gás no espaço juntos em galáxias e aglomerados de galáxias. O arrasto é violento, tão violento que mais e mais gás se choca e aquece”, explicou Chiang.

Então, para medir essas mudanças térmicas nos últimos 10 bilhões de anos, Chiang e sua equipe usaram os dados do Planck Infrared Astronomical Satellite, da ESA, e do Sloan Digital Sky Survey (SDSS). Com esse conjunto de dados, a equipe correlacionou oito mapas de intensidade do céu de Planck com dois milhões de referências espectroscópicas do SDSS.

Temperatura

Depois disso, a equipe conseguiu confirmar que a temperatura média dos gases no começo do universo era menor do que a de agora. Essa mudança é causada, aparentemente, por uma tendência que continuará e ficará mais intensa conforme a expansão do universo continuar.

Segundo um resumo feito por Chiang, o universo está se aquecendo por conta do processo natural de formação de galáxias e estruturas. E esse aquecimento não tem relação com as mudanças de temperatura que estão acontecendo na Terra.

“À medida que o Universo evolui, a gravidade aglutina a matéria escura e o gás do espaço em galáxias e aglomerados de galáxias. O arrasto é violento, tão violento que mais e mais gás se choca e se aquece. Esses fenômenos estão acontecendo em escalas muito diferentes. Eles não estão de forma alguma conectados”, concluiu.

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