
A Terra já foi o lar das mais diversas criaturas. No entanto, à medida que o tempo passa nem todas continuaram a caminhar pelo planeta. A extinção é uma coisa que acontece com as espécies pelos mais variados fatores, sendo um deles por culpa dos humanos. E também os humanos tem a vontade de trazer alguns animais de volta à vida. Como, por exemplo, essa empresa que quer recriar o mamute.
Esses animais desapareceram há dez mil anos, mas talvez voltem a caminhar pelo nosso planeta antes do fim dessa década. Isso pode acontecer por conta do avanço da genômica que promete ressuscitar espécies mortas e trazer de volta animais extintos. Mas claro que recriar o mamute e qualquer outra espécie traz consigo várias questões éticas e dúvidas se o mesmo método poderia ser usado em humanos.
A chamada desextinção era um conceito exclusivo dos filmes de ficção científica até pouco tempo atrás. Contudo, com os avanços recentes esse conceito ganhou força. Como, por exemplo, com o detalhamento de cromossomos de um mamute morto há 52 mil anos, na Sibéria.

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Depois que isso foi anunciado, em julho desse ano, a Colossal Biosciences, empresa americana de biotecnologia, prometeu filhotes de mamute para 2028. De acordo com os cientistas, a primeira criatura que pode surgir desse projeto não irá ser exatamente um mamute. Ela irá ser um híbrido, com muito elefante e um pouco de mamute, feito através da combinação de técnicas de biologia sintética, bioinformática e clonagem.
A empresa Colossal Biosciences não tem somente o plano de recriar o mamute, tanto que já está mais avançada em trazer de volta à vida o tigre-da-Tasmânia ou tilacino, extinto em 1936, e o dodô, extinto em 1681.
Segundo Ben Lamm, CEO da Colossal Biosciences, os cientistas estão “mais perto do que as pessoas imaginam” de conseguir trazer essas espécies extintas de volta à vida. Conforme ele, o plano da empresa é que os primeiros filhotes de mamute venham em 2028. Contudo, ele disse que é “altamente provável que uma outra espécie extinta volte à vida antes do mamute”.
Para recriar o mamute, o plano é inserir genes essenciais no genoma de um elefante asiático, que é o animal vivo mais parecido com o extinto. Esses genes essenciais são os que estão relacionados às características exclusivas do mamute, como a pelagem exuberante e descabelada, as presas longas e curvas, a grande quantidade de gordura localizada e a cabeça em formato de domo.
“O problema do plano é que o genoma do mamute é em sua maior parte misterioso e esses genes ainda não são conhecidos”, afirmou Love Dalén, paleontólogo e professor de genética evolutiva da Universidade de Estocolmo, na Suécia.
Fonte: O Globo
Imagens: O Globo






