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Diretores de Vingadores: Guerra Infinita explicam porque o plano de Thanos faz sentido

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Depois de muitas participações especiais, em particular nas cenas pós-créditos, Thanos (Josh Brolin) fez sua devida estreia no universo cinematográfico da Marvel em Vingadores: Guerra Infinita. Sua introdução – dessa vez apropriada – na história, abalou não apenas os heróis, como também o público. Bastou um filme para o personagem se estabelecer como o melhor vilão da Marvel Studios, uma posição da qual, muito provável, não será tirado tão cedo. Thanos chegou com um plano consistente, determinado, verossímil e com um exército gigantesco. Foi o maior adversário que os Vingadores já enfrentaram e, no final do dia, alcançou seu objetivo.

As intenções de Thanos não eram dominar, nem destruir a Terra ou qualquer outro planeta. Muito pelo contrário, ele se enxergava como o salvador do universo. O alto índice de seres vivos causou um desequilíbrio natural. Os recursos estavam cada vez mais escassos e a balança pendia apenas para o lado negativo. Thanos acreditava que eliminar metade da população era a melhor solução. Dessa forma, a estabilidade seria restaurada e o ambiente natural estaria a salvo. Ele se considerava a melhor pessoa para fazer o trabalho porque ninguém mais o faria.

O Titã explicou que sua missão era um mal necessário e ele não faria qualquer distinção entre planetas e raças. No fundo, tudo o que ele buscava era a própria salvação das espécies. Sua tranquilidade e compostura ao apresentar argumentos assustadoramente válidos, mudou a forma como o público o encarava. A princípio, Thanos era uma figura maligna e temível. Ao longo da projeção, porém, somos capazes de mudar de ideia. O Titã acreditava tanto em sua missão que sacrificou a filha querida para completá-la. Apesar de métodos extremistas, muitos fãs deixaram de considerar o personagem um vilão puro. Já outros argumentam que ele poderia ter usado seus poderes para dobrar os recursos universais. Mas será mesmo?

Não poderia ser diferente

Muitas pessoas acreditam que Thanos poderia ter usado todo o seu poder com a Manopla do Infinito para, ao invés de realizar um genocídio intergaláctico, apenas ter igualado os recursos naturais. Assim, ninguém precisaria morrer para o universo voltar ao equilíbrio original. A ideia parece muito boa, mas não é tão simples assim. Nos comentários incluídos na versão home video do filme, os diretores e roteiristas comentaram sobre essa possibilidade.

“As pessoas têm perguntado por que Thanos simplesmente não usou as joias para dobrar os recursos do universo. E que, claramente, ele não estava interessado nisso”, começa Anthony Russo. Para completar, Steve McFeely explica “Não se trata de livre arbítrio. Isso não resolveria o problema. Se ele fizesse isso, nós chegaríamos a esse ponto outra vez daqui milhões de anos. Essa é uma oportunidade para as pessoas fazerem certo. Ele [Thanos] confia nelas, sabe?!”.


Para finalizar a discussão, Joe Russo acrescenta sua visão sobre o assunto. “Bem, ele recebeu um ‘não’ para uma ideia que teve, a qual pensou ser a única solução. Provou a si mesmo estar certo quando tal solução não foi colocada em prática. E ainda há o seu complexo messiânico – agora ele está comprometido a seguir a ideia que teve muitos anos atrás. Apesar de parecer estável às vezes, ele não é um indivíduo seguro”.

Então, Thanos teve ou não parcela de razão em seus atos?

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