É possível se tornar um rei nos dias atuais?

POR Rafael Miranda    EM Curiosidades      13/04/15 às 21h51

Você pode sim se tornar um rei e ter seu próprio país. A convenção de Montevidéu estabelece os critérios que se deve seguir para que você possa criar seu próprio país. Para que um país seja criado e reconhecido é necessário que se siga os seguintes requisitos: Um território definido, população permanente, governo e capacidade de se relacionar com outros estados.

A parte difícil de você querer construir um reinado é o território. Existem pouquíssimas terras que não foram reivindicadas por algum país. Um dos lugares conhecidos que ainda tem lugares disponíveis é a Antártica. Mesmo assim, se você tiver a ousadia de enfrentar o clima hostil, lembre-se de que a Antártica é gerida pelos países mais poderosos do mundo. É improvável que eles deixem você fincar uma bandeira e dizer: "esse território é meu!".

Outra alternativa é construir uma ilha. Águas internacionais não são propriedade de nação nenhuma então seria possível construir sua própria nação. Se você conseguir superar os obstáculos de fundar um país, você vai querer fazer parte do mundo. Para isso, você vai precisar que outras nações lhe reconheçam, o que exigirá de você que se aprenda bastante sobre Lei Internacional, política e diplomacia. Se esses não forem os seus pontos fortes, é sábio recrutar um grupo de políticos experientes para se arriscar.

O caso que deu certo

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Jeremiah Heaton viajou do Estado da Virgínia, nos EUA, à fronteira entre Egito e Sudão, no nordeste da África, onde fica uma área desértica de 2 mil quilômetros quadrados chamada Bir Tawil, que não é reclamada por nenhum dos países. Ali, fincou uma bandeira desenhada por seus filhos.

A ideia surgiu quando Emily, "em tom sério", perguntou ao pai se "algum dia se tornaria uma princesa". Em 16 de junho, ele fincou sua bandeira no território e nomeou-o Reino do Sudão do Norte. Heaton diz também que fez uma solicitação oficial ao Egito e ao Sudão, mas nenhum deles respondeu até o momento. Sua próxima tentativa será com a União Africana.

Ele argumenta que, ao longo dos séculos, muitos países tiveram sua soberania modificada pelo simples ato de se fincar uma bandeira. A diferença, diz, é que em geral isso acontece em atos de guerra.

Rafael Miranda
Jornalista viciado em memes e amante da cultura pop.

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