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Entenda como os restos mortais de um homem estão espalhando radiação

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No Arizona, EUA, um homem passou por um intenso tratamento para lidar com um câncer. Ele tinha 69 anos, e levava doses diárias de uma droga radioativa para tratar a doença. O paciente acabou não conseguindo resistir à doença e morreu, depois de um tempo fazendo o tratamento.

Acontece que, devido ao tratamento, o corpo do homem recebeu muita radiação. Mesmo depois de morto e cremado, os restos ainda exalavam radiação pelo local em volta, podendo afetar quem ficava por ali com frequência, no caso, os funcionários.

As pessoas que trabalhavam no crematório poderiam sofrer sérias consequências devido a esse contato com a radiação. Consequentemente, os pesquisadores publicaram recentemente um artigo sobre o caso no jornal JAMA.

O estudo mostra que esse tipo de problema é mais comum do que se imagina. Nos EUA, onde essa história se desenvolveu, desde 2006, mais de 18,6 milhões de procedimentos desse tipo já foram realizados.

Exposição radioativa

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Quando uma pessoa é submetida a esse tipo de tratamento em vida, existe todo um aparato de proteção que protege os funcionários de entrarem em contato com a radiação e que não permite que ela se espalhe pelo ambiente. Acontece que, no crematório, não existiam medidas de segurança desse tipo.

A maior preocupação de todo mundo é que esse contato com a radiação possa trazer problemas de saúde. “As regulamentações para cremação de pacientes expostos variam de acordo com o estado, bem como internacionalmente, e não há regulamentações no nível federal nos Estados Unidos”, diz o resumo do artigo.

Após a reclamação, foi feita uma investigação no crematório. Os pesquisadores descobriram que havia radiação em todo o equipamento do local, incluindo no forno, no filtro a vácuo e no triturador de ossos.

Além disso, foram feitos exames com os funcionários. Através de suas urinas, descobriram que nenhum funcionário recebeu uma dose alta e perigosa de radiação. Ainda assim, os pesquisadores relataram que algumas outras informações são desconhecidas, como quantas vezes houve corpos radioativos sendo incinerados e com que frequência os empregados são expostos a esse tipo de situação.

Verificação

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Os autores do estudo usaram o contador Geiger (usado para medir o nível de radiação) para verificar as amostras do crematório. Os equipamentos mostraram 25 mil contagens por minuto e 7,5 millirem (nível radioativo) por hora para os trabalhadores que tinham contato direto com o equipamento. Esse resultado mostra um nível mais alto do que o considerado seguro, mas ainda assim, longe do número que poderia causar uma rápida intoxicação radioativa.

Ainda assim, existe um medo de que a exposição a isso possa levar a uma contaminação a longo prazo, mas nada pode provar isso até o momento.

Pesquisadores argumentam que, no futuro, os protocolos de segurança para medicamentos radioativos devem levar em conta a possibilidade de morte e cremação, a fim de proteger trabalhadores e o público.

E aí, o que você achou dessa matéria? Trabalharia em um lugar assim, exposto a um pouco de radiação? Comenta aqui com a gente e compartilha essa notícia nas redes sociais. Para você que achou isso uma loucura, aquele abraço.

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