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Equipe de arqueólogos encontra múmia com língua de ouro

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Para os egiptólogos, o sítio arqueológico de Taposiris Magna, em Alexandria, continua sendo um local promissor. E, ao que parece, é verdade. Recentemente, pesquisadores encontraram uma grande quantidade de moedas as quais continham gravado o rosto de Cleópatra. No entanto, essa é apenas uma das incríveis descobertas que o lugar revelou. De todas, a mais importante veio à tona na semana passada: os egiptólogos encontraram uma múmia de 2.000 anos e, pasmem, com uma língua de ouro.

Múmia

O sítio arqueológico de Taposiris Magna é composto por diversos templos, os quais, segundo os especialistas, foram construídos para homenagear o deus do submundo Osiris e sua esposa Ísis. Foi exatamente neste extenso terreno que uma equipe de pesquisadores internacionais descobriram 16 tumbas, todas repletas de relíquias inestimáveis – incluindo a múmia de língua dourada.

De acordo com o portal de notícias Livescience, os especialistas, até o momento, não sabem ao certo porque a língua da múmia recém-encontrada era de ouro. No entanto, alguns pesquisadores da equipe acreditam que aqueles que tinham a língua coberta de ouro antes de serem cobertas por ouro adquiriam a capacidade de falar ao chegar no plano espiritual. Em contrapartida, outros apontam que a pessoa que foi mumificada possuía algum distúrbio de fala e que somente a língua de ouro lhes daria a possibilidade de se comunicar corretamente com o deus para falar com o deus dos mortos.

Em suma, os arqueólogos estimam que a múmia com a língua de ouro viveu durante o reinado de Ptolomeu, entre 340 a.C. a 30 a.C., ou durante o Império Romano, época em que os romanos assumiram o controle do Egito depois que Cleópatra morreu em 30 a.C..

Tumbas

As outras 15 tumbas continham achados igualmente incríveis. Além da múmia com a língua de ouro, os pesquisadores encontraram outra múmia com a coroa do deus egípcio Atef, que era decorada com chifres e um artefato que simbolizava uma cobra. Essa mesma múmia também ostenta um colar, cujo pingente era a imagem da cabeça de um falcão.

Nesse ínterim, os especialistas se depararam com uma múmia que trajava uma máscara mortuária fúnebre. Em sua companhia, haviam mais oito máscaras de mármore, e todas datadas das eras grega e romana da antiguidade clássica. Enquanto isso, duas outras múmias foram encontradas com pergaminhos, os quais os especialistas estão, no momento, tentando decodificar.

Os pesquisadores também encontraram o que pareciam ser estátuas retratando as pessoas que haviam sido enterradas no templo. Os corpos mumificados estão consideravelmente bem preservados. De acordo com os pesquisadores, os penteados e os toucados dos indivíduos são altamente perceptíveis.

Os especialistas, agora, devem realizar análises mais profundas para descobrir novas informações, como, por exemplo, quem eram as múmias e como e quando, exatamente, morreram.

A escavação foi liderada pela arqueóloga Kathleen Martinez, que pesquisa artefatos egípcios antigos desde 2002. Além das descobertas descritas acima, Martinez descobriu, em seus últimos dias de escavação, mais de 27 tumbas – não foi informado se as tumbas estavam no mesmo sítio arqueológico ou se estavam em uma região próxima. De todas as formas, a arqueóloga acredita que uma das tumbas pertence a Cleópatra.

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