Curiosidades

Essa planta indígena pode rivalizar com um analgésico comum

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As plantas são a espinha dorsal de toda a vida na Terra, sendo essencial para o bem-estar do ser humano. Elas fornecem alimentos para quase todos os organismos terrestres. Mantêm a atmosfera, produzem oxigênio e absorvem dióxido de carbono durante a fotossíntese. Além disso, criam habitats para muitos organismos.

Além disso, elas podem funciona como medicamentos. Como por exemplo, essa planta samoana tradicionalmente usada para tratar febres, dores no corpo e “doença dos fantasmas”. Agora, um novo estudo sugere que ela pode rivalizar com o ibuprofeno, um analgésico comercializado, justamente por conta das suas propriedades anti-inflamatórias.

O estudo foi liderado pelo cientista indígena samoano Seeseei Molimau-Samasoni da Organização de Pesquisa Científica de Samoa, e sugere que o remédio tradicional samoana é mal compreendido, mas usada com bastante frequência, que se chama “matalafi”, pode ser tão poderosa quanto o ibuprofeno que funciona na redução da inflamação.

Planta

Matalafi é, na realidade, uma árvore pequena e imperceptível com bagas vermelhas brilhantes que cresce ao longo da costa e nas florestas nubladas de Samoa. E tradicionalmente, os curandeiros usam as folhas dessa árvore para aliviar a inflamação relacionada a febres, inchaço e infecções de pele. Além de também usarem no tratamento de doenças causadas por forças fantasmas.

“Havia muita superstição em torno desta planta, particularmente, mesmo na medicina tradicional, mas eu estava ansioso para descobrir se poderia fornecer mérito científico aos medicamentos tradicionais do povo de Samoa”, disse Molimau-Samasoni.

Apenas nos últimos 40 anos, aproximadamente 1.500 novos medicamentos foram aprovados. Desses, 64% foram extraídos, derivados ou baseados em produtos químicos que se encontrou nas plantas e em outros produtos naturais. Alguns exemplos são, a aspirina, o medicamento contra a malária artemisinina, e a metformina, um medicamento de primeira escolha para o diabetes.

Conhecimento

Por isso que reconhecer, respeitar e preservar o conhecimento tradicional dos povos indígenas é de extrema importância. E no caso de Samoa, o pequeno arquipélago polinésio no Oceano Pacífico, existe uma longa história.

Em 1989, um acordo foi feito entre curandeiros tradicionais e pesquisadores que identificaram um potencial agente retroviral contra o HIV. Ele abriu o caminho para acordos de acesso e repartição de benefícios que atualmente são impostos pelo direito internacional e projetado para proteger contra a biopirataria.

No novo estudo. Molimau-Samasoni combinou o conhecimento tradicional com análises químicas e genéticas para investigar como o matalafi funciona para reduzir a inflamação. Em Samoa, os curandeiros picam ou esmagam as folhas da árvore para fazer um suco ou então para esfregar as folhas na pele das pessoas.

Observações

E através de  algumas culturas de leveduras humildes que compartilham um monte de genes com humanos, Molimau-Samasoni descobriu que matalafi interage com o ferro dentro das células. Com isso em mente, o cientista optou pelo matalafi e suas propriedades anti-inflamatórias contra o ibuprofeno nas células do sistema imunológico cultivadas em laboratório.

“Esta foi a planta que eu fui mais cético sobre. Mas acabou sendo meu extrato mais potente”, disse ele.

Embora essa descoberta tenha sido significante, ainda não é de se esperar que o matalafi supere o ibuprofeno como um dos pilares do alívio da dor. A pesquisa tem um significado maior na forma como ela dá uma visão molecular a um conhecimento tradicional.

“Acredito que acabamos de começar a desvendar o potencial de matalafi, mas também existem, honestamente, centenas de outros medicamentos tradicionais aqui em Samoa para pesquisar”, concluiu Molimau-Samasoni.

Fonte: https://www.sciencealert.com/this-indigenous-samoan-plant-is-as-good-as-a-common-painkiller-new-study-shows

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