
Quando o assunto é osteoporose, muita gente pensa logo em idade avançada ou falta de cálcio. Só que médicos explicam que existe um hábito ainda mais prejudicial para os ossos e ele faz parte da rotina de milhões de pessoas. Segundo ortopedistas, esse comportamento enfraquece a estrutura óssea aos poucos e aumenta o risco de fraturas.
De acordo com especialistas em ortopedia e medicina esportiva, o sedentarismo é o hábito que mais contribui para a perda de massa óssea. Quando a pessoa passa grande parte do dia sentada ou sem se movimentar, o corpo entende que não precisa reforçar essa estrutura.
Estudos da Fundação Internacional de Osteoporose mostram que pessoas fisicamente ativas mantêm maior densidade óssea ao longo da vida. Pesquisas publicadas em revistas médicas como a Osteoporosis International indicam que atividades simples, como caminhar, subir escadas e fazer exercícios com o próprio peso, ajudam a reduzir o risco de fraturas, especialmente em idosos.
Outro ponto destacado por médicos é a baixa exposição ao sol. A Organização Mundial da Saúde explica que a luz solar ajuda o corpo a produzir vitamina D, essencial para a absorção do cálcio. Sem vitamina D suficiente, mesmo uma alimentação rica em cálcio pode não ser bem aproveitada pelo organismo, o que enfraquece os ossos com o tempo.
A osteoporose é chamada de doença silenciosa porque não costuma causar dor no início. Segundo dados da Fundação Internacional de Osteoporose, muitas pessoas só descobrem o problema depois de uma fratura simples, como uma queda leve. Quadril, coluna e punhos estão entre as regiões mais afetadas.
Médicos reforçam que os ossos respondem ao impacto e à carga. Quando você se movimenta, o corpo envia sinais para reforçar essa estrutura. Estudos da Universidade de Harvard mostram que exercícios de impacto moderado e musculação leve ajudam a manter os ossos mais resistentes, mesmo em pessoas mais velhas.
Além do sedentarismo, especialistas alertam para o excesso de refrigerantes, consumo frequente de álcool e tabagismo. Pesquisas do National Institutes of Health apontam que essas práticas podem reduzir a absorção de cálcio e prejudicar o metabolismo ósseo ao longo dos anos.
Fonte: Metrópoles






