Estagiário chega ao cargo de CEO da Target após 20 anos

A história começa assim: após 11 anos no comando da Target, Brian Cornell anunciou que deixará o cargo de CEO em 1º de fevereiro de 2026, abrindo caminho para Michael Fiddelke, atual COO, assumir. É mais que uma substituição, é um aceno da empresa em busca de “outros olhos” para reestruturar a marca.

Michael Fiddelke — Foto: LinkedIn

Motivo? Vendas estagnadas e uma reputação em crise

A pressão vem de vendas em queda, imagem desgastada e boicotes que atingiram pontos sensíveis nas políticas sociais da marca. A empresa reportou uma queda de 1,9% nas vendas comparáveis e um prejuízo líquido de 21% no segundo trimestre de 2025, o pior desempenho em anos. O CEO Brian Cornell, que havia impulsionado a marca desde 2014, enfrentou crises como o boato “Target Fast” e críticas por reduzir ações de diversidade e inclusão (DEI), especialmente durante o período do Pride.

Michael Fiddelke: o “cara da logística” que vai tentar reconectar o público

Fiddelke não é uma figura desconhecida. Há 20 anos na Target, ele já promoveu avanços na cadeia logística, na experiência digital e na expansão das lojas. Apesar disso, a escolha dividiu investidores: muitos esperavam uma liderança externa. A ação da Target caiu mais de 6% após o anúncio.

O novo CEO vai precisar colocar o foco em reposicionar a marca: melhorar o mix de produtos, modernizar lojas e reacender a conexão com o cliente que, de “chique acessível”, virou algo “sem graça” nos últimos meses. O desafio pode ser virar o jogo ou acelerar a queda em meio ao “value war”.

Fonte: G1

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