
Atualmente, existe um aplicativo praticamente para cada necessidade. Tanto é que é difícil imaginar que, há 10 anos, eles não eram uma parte tão importante da nossa vida. E por mais que muitas pessoas pensem que eles são consolidados e ficarão para sempre, existe a dúvida se o fim dos apps está próximo.
Essa dúvida vem justamente por conta da mudança causada pela inteligência artificial na maneira das pessoas interagirem com o digital. Por conta disso que ela pode mudar a maneira como as pessoas usam seus celulares.
Um ponto que não há discussão é que os apps móveis, os que são usados nos smartphoens e tablets, começaram uma nova geração de startups e soluções que moldaram a vida digital. Tanto que cada aplicativo tem seu papel na vida das pessoas.
Eles se tornaram tão intrínsecos na vida das pessoas que é difícil imaginar como era a mobilidade urbana sem o Uber ou a 99, como pedir comida era tão mais complicado sem o iFood ou UberEats e monitorar a saúde era um luxo de quem podia fazer acompanhamento médico com frequência. Além do entretenimento de todos os tipos.
Mesmo que sejam tão consolidados, será que a IA tem a capacidade de mudar esse cenário e dar um fim nos apps? De 2008 até os dias atuais, os smartphones se transformaram em itens essenciais. Com isso, o desenvolvimento de apps virou uma possibilidade de negócios para vários jovens.
Contudo, o mundo em que um único dispositivo é capaz de fazer transferências bancárias, alugar uma casa, pedir um motorista, fazer compras no supermercado e conhecer um novo amor, pode mudar e todas essas interfaces visuais desaparecerem.

Weni
Atualmente, as empresas estão se esforçando para desenvolver grandes modelos de linguagem, chamados LLMs. O objetivo deles é automatizar a maior quantidade de tarefas e não somente as criativas. Ou seja, que esses agentes autônomos ou assistentes virtuais turbinadas consigam fazer todo tipo de tarefa que pode ser virtualizada.
Por exemplo, se uma pessoa quiser viajar para Paris para ver as Olimpíadas. Hoje em dia, mesmo que ela consiga pedir para alguns assistentes indicações de passagens baratas, hotéis, restaurantes e roteiros, ela ainda tem que fazer a parte chata que é realmente comprar e agendar tudo.
No caso de um agente de IA, a pessoa pode pedir para que ele faça tudo. Ou seja, comprar as passagens, porque ele terá todas as informações de pagamento, reservar os hotéis e restaurantes, enviar mensagens para os amigos que moram em Paris, comprar ingressos dos jogos, organizar passeios e comprar a camiseta oficial das Olimpíadas. Isso tudo seira feito com a pessoa somente dizendo o que queria sem ter que tocar na tela do celular.

New voice
Imaginando esse cenário, por que isso iria ser o fim dos apps? Em um primeiro momento, esses agentes conseguem interagir de forma virtual através de interfaces e apps criados pelas pessoas. Ou seja, ele pode usar um app de compra pela pessoa.
Contudo, conforme todas as pessoas começarem a usar esses agentes, a preocupação com a interface gráfica dos apps e a experiência do usuário pode já não fazer tanto sentido. Pode ser que eles ainda existam, mas não devem ser da maneira como se conhece hoje em dia. Isso porque as empresas irão começar a desenvolver aplicativos para atender as demandas dos agentes virtuais e, com o passar do tempo, a interação será suficiente fazendo com que os apps sejam obsoletos.
Nesse ponto, 2024 tem sido o ponto de inflexão. Até porque no começo desse ano Timotheus Höttges, CEO da Deutsche Telekom (DT), deu uma palestra na MWC24 que sedimentou o previsto por várias pessoas do ramo da tecnologia desde que alguns wearable de IA sem tela, como o AI Pin e o Rabbit R1, foram anunciados.
Esses wearables usam o chamado Large Action Models (LAM), que são os modelos de linguagem grandes, para entender a linguagem humana via prompts e também realizarem ações.
Modelos assim trazem uma visão de interação bem mais fluida e pode liberar os olhos das pessoas das telas. E eles também agem como modelos para funcionalidades que estão sendo incorporadas aos smartphones das grandes empresas de tecnologia.
Outro possível fator para um fim dos apps é que o modelo da App Stor é terrível para vários desenvolvedores porque fica com grande parte dos valores comercializados na venda dos apps e assinaturas. E a mudança pode ser impulsionada também pela possível independência dessas lojas de app.
Fonte: CNN






