
Pesquisadores das universidades de Oxford e de Cambridge, no Reino Unido, identificaram que um nutriente presente em peixes, o ácido graxo ômega-3, pode reduzir significativamente a agressividade em humanos, segundo um estudo publicado pela revista científica Nature Neuroscience. A pesquisa envolveu uma equipe interdisciplinar de neurocientistas, nutricionistas e psicólogos, liderados pelo Dr. Samuel Green, especialista em comportamento humano.

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Ao mesmo tempo, o estudo comparou os efeitos do ômega-3 em participantes que já consumiam dietas tradicionais com aqueles que receberam suplementação controlada. Assim, os pesquisadores puderam medir diferenças claras no comportamento diante de testes projetados para avaliar reações agressivas.
Para entender melhor a relação entre nutrição e comportamento, a equipe recrutou voluntários de diferentes idades e perfis de saúde. Em seguida, os cientistas aplicaram avaliações comportamentais antes e depois de um período de intervenção nutricional. Esse período envolveu alimentação rica em peixes com altos níveis de ômega-3, como salmão, arenque e sardinha, ou suplementos equivalentes, sob supervisão médica.
Além disso, exames de imagem cerebral foram usados para observar possíveis alterações nas regiões que regulam emoções e tomada de decisão. Assim, os pesquisadores observaram que indivíduos expostos à dieta rica em ômega-3 apresentaram respostas mais equilibradas em situações que normalmente provocam comportamentos agressivos.
Segundo o Dr. Green e sua equipe, o ácido graxo ômega-3 está envolvido na estrutura dos neurônios e na comunicação entre eles, especialmente em áreas do cérebro responsáveis por manter o equilíbrio emocional. Portanto, um nível adequado desse nutriente pode favorecer mecanismos biológicos que atenuam respostas impulsivas ou agressivas.
De forma complementar, pesquisas anteriores já mostraram que o ômega-3 pode beneficiar pessoas com condições como depressão e ansiedade. Assim, esta nova evidência amplia o entendimento sobre o impacto da nutrição na saúde mental e no comportamento humano.
A equipe de Oxford e Cambridge destaca que, embora os resultados sejam promissores, não se trata de uma solução milagrosa para problemas comportamentais complexos. Ainda assim, incorporar peixes ricos em ômega-3 à alimentação pode fazer parte de uma estratégia mais ampla para promover bem-estar emocional.
Os pesquisadores também recomendam que qualquer suplementação seja acompanhada por um profissional de saúde, uma vez que as necessidades nutricionais variam de pessoa para pessoa. Além disso, fatores como idade, metabolismo e condições médicas pré-existentes influenciam a resposta ao nutriente.
O estudo publicado em Nature Neuroscience abre portas para novas investigações sobre como elementos da dieta podem influenciar diretamente o funcionamento do cérebro e o comportamento humano. Por isso, os cientistas já planejam estudos maiores, com amostras mais amplas e acompanhamento a longo prazo, para confirmar e expandir essas descobertas.
Enquanto isso, a comunidade científica vê nessa linha de pesquisa um caminho promissor para conectar nutrição, neurociência e psicologia de maneira mais integrada.
Fonte: Portal 6


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