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Explosão solar mais poderosa dos últimos anos pode ser vista em vídeo da NASA

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Nos últimos dias, ocorreu a explosão solar mais poderosa deste ciclo até o momento! Este ciclo, que normalmente dura cerca de 11 anos, recentemente resultou em uma intensa tempestade magnética que atingiu nosso planeta entre sexta-feira (10/05) e domingo (12/05), proporcionando diversas auroras boreais impressionantes.

O ciclo solar está em seu ponto máximo, por isso, fenômenos desse tipo são esperados. No entanto, a recente explosão solar se destaca pela sua intensidade.

A responsável por este evento significativo do ciclo atual foi a mancha solar AR3664. Ela gerou uma erupção de classe X5.8, durando três dias. Posteriormente, ocorreu a erupção X8.7, considerada a explosão solar mais poderosa até o momento.

Este ciclo solar teve início em 2019 e, apesar de durar 11 anos, o máximo solar é esperado entre 2024 e 2025.

Em casos de explosões solares fortes como esta, há a possibilidade de afetar sistemas de navegação, GPS, redes elétricas e até mesmo a internet global temporariamente, como temido anteriormente.

No entanto, apesar de sua impressionante força, a X8.7 dificilmente poderia causar qualquer um dos problemas mencionados ou outros que já ocorreram anteriormente. Abaixo, você pode ver a filmagem que mostra o momento exato do registro da explosão solar:

Esta explosão entrou oficialmente para a história como a 17ª maior erupção solar já observada.

Atualmente, a mancha solar AR3664 se estende por 200 mil km de ponta a ponta no sol. Em outras palavras, ela é 15 vezes mais larga que a Terra e pode até ser observada com óculos de proteção para eclipse.

Como acontece?

Uma explosão solar, também conhecida como erupção solar, ocorre quando há uma liberação súbita e intensa de energia armazenada nas linhas de campo magnético do sol.

Esse fenômeno resulta de processos complexos no interior e na atmosfera do sol. No sol, o movimento de plasma (gás ionizado) cria e torce linhas de campo magnético.

A energia magnética pode se acumular em regiões ativas do sol, frequentemente próximas a manchas solares, onde o campo magnético é especialmente forte e complexo.

Eventualmente, o campo magnético se reconfigura para um estado de menor energia. Esse processo, conhecido como reconexão magnética, ocorre quando as linhas de campo magnético se cruzam, quebram e se reconectam de uma nova maneira.

A reconexão magnética libera uma quantidade enorme de energia armazenada. Essa energia é liberada na forma de radiação eletromagnética (incluindo raios X e radiação ultravioleta), partículas energéticas (prótons e elétrons), e ondas de choque.

Explosão solar mais poderosa até o momento, em cor azul

Via CNN

A liberação de energia pode resultar em um brilho intenso, visível em vários comprimentos de onda. As partículas energéticas podem causar auroras ao interagirem com o campo magnético da Terra.

Explosões solares podem impactar a Terra causando tempestades geomagnéticas que afetam sistemas de navegação, comunicações por rádio e redes elétricas.

Algumas explosões solares estão associadas a ejeções de massa coronal, onde grandes quantidades de plasma e campos magnéticos são lançados no espaço.

Por isso, instrumentos espaciais como o Observatório Solar e Heliosférico (SOHO) monitoram o sol e ajudam a prever erupções solares. Cientistas utilizam modelos e dados observacionais para prever a ocorrência de erupções solares e mitigar seus impactos na tecnologia terrestre.

Explosão solar mais poderosa

Via Terra

Apesar de ser tudo esperado dentro dos conformes pelos cientistas, a explosão solar mais poderosa até o momento preocupa alguns especialistas. Isso porque ela foi mais forte do que se esperava.

Para os humanos, foi possível auroras boreais fora dos estados e países comuns, inclusive em áreas pouco prováveis. Contudo, apesar da beleza, interferências em satélites podem prejudicar serviços e monitoramentos a longo prazo.

Assim, com essa explosão solar mais poderosa até o momento, cientistas esperam não ter que enfrentar outra.

 

Fonte: Tudo Celular

Imagens: CNN, Terra

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