Floresta perdida no Ártico revela um passado inimaginável

Análises de árvores fossilizadas no Círculo Polar Ártico revelaram três espécies de nozes desconhecidas para a ciência. Agora, elas fornecem mais informações sobre o passado da região. Há 45 milhões de anos, o local era uma floresta.

Os tocos de árvores estão localizados em Axel Heiberg, a sétima maior ilha do Canadá. A região é extremamente fria e de difícil acesso, situada mais ao norte do que quase toda a Groenlândia.

No entanto, o local preserva marcas de um passado distante, quando o Ártico era completamente diferente do que conhecemos hoje e abrigava uma vasta floresta.

Os tocos encontrados são restos de árvores que prosperaram durante o Eoceno (de 54 milhões a 38 milhões de anos atrás), um período em que o mundo era muito mais quente.

Acredita-se que as temperaturas médias do Ártico na época ultrapassavam 10°C devido aos altos níveis de dióxido de carbono atmosférico. No entanto, os invernos eram igualmente escuros.

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Nozes das árvores fossilizadas

De acordo com os pesquisadores, a floresta foi enterrada sob um pântano antes que bactérias ou fungos pudessem decompor suas árvores, o que permitiu sua preservação.

Nozes foram encontradas erodindo do solo, facilitando a identificação do gênero das árvores, mesmo que não pudessem ser combinadas com espécies conhecidas.

Tomografias computadorizadas revelaram que elas pertenciam ao gênero Juglans. Surpreendentemente, a equipe também identificou três espécies que não haviam sido relatadas antes.

Essa descoberta apoia teorias recentes de que as nozes se originaram na América do Norte ou na Europa durante períodos mais quentes, antes de se desenvolverem na Ásia, anteriormente considerada o local de origem delas.

As análises também permitiram determinar que as árvores da antiga floresta chegavam a crescer até 40 metros. O estudo saiu no The International Journal of Plant Sciences.

Importância

A descoberta das nozes nas árvores fossilizadas pode parecer irrelevante, mas traz diversos pontos importantes para a ciência.

Para começar, a identificação de três espécies de nozes desconhecidas adiciona novas informações ao nosso conhecimento da biodiversidade do passado, expandindo a compreensão da evolução das plantas.

Além disso, a preservação dessas árvores e nozes fornece evidências valiosas sobre o clima do Eoceno, uma época em que o mundo era significativamente mais quente. Isso ajuda os cientistas a entender melhor as condições climáticas do passado e as mudanças que ocorreram ao longo do tempo.

A descoberta apoia a teoria de que as nozes se originaram na América do Norte ou na Europa, desafiando a ideia anterior de que elas surgiram na Ásia. Isso tem implicações importantes para a biogeografia e a evolução das plantas.

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Preservação

A longo prazo, as árvores fossilizadas mostram como a floresta se preservou sob um pântano antes da decomposição por bactérias ou fungos, sendo um evento raro. Isso permite um estudo detalhado das condições ambientais e ecológicas de milhões de anos atrás.

Ainda, determinar que as árvores da floresta antiga cresciam até 40 metros fornece insights sobre a estrutura e a composição das florestas antigas, além de sua capacidade de suportar grandes árvores.

E, claro, a publicação do estudo no The International Journal of Plant Sciences significa que a descoberta passou por revisão por pares e aceita pela comunidade científica, destacando sua relevância e validade.

Posteriormente, essas informações podem se tornar um guia para novas análises, especialmente em termos naturais. Ainda, é uma chance de conhecermos o passado, entender como ele funcionava e ter provas de tempos mais antigos.

Por isso, vale a pena conferir mais sobre esse acontecimento, que traz riqueza para o catálogo de espécies arborizadas que temos atualmente.

 

Fonte: Olhar Digital

Imagens: Pexels, Pexels

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