Natureza

Um trilhão de novas árvores são necessárias para conter o aquecimento global

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Não é nenhuma novidade que a Terra se encontra em uma drástica situação de devastação ambiental. No estágio atual, medidas severas devem ser tomadas para que o desmatamento deixe de afetar a saúde de todo o planeta. O estrago é tanto que, para revertê-lo, 1,2 trilhão de novas mudas de árvores deveriam ser plantadas.

O número é quatro vezes maior do que a totalidade de árvores que vivem na floresta amazônica. Calcula-se que existam no planeta hoje cerca de 3 trilhões de árvores. Mesmo assim, mais um terço dessa quantia deveria ser plantada em todos os espaços do planeta que não são ocupados nem por zonas urbanas, nem destinados à agropecuária.

árvores

Governo do Brasil

O estudo que indica o caminho para reverter os danos causados pelo desmatamento foram publicados na revista Science. O cientista britânico e ecólogo Thomas Crowther, que é um dos autores da pesquisa, defende que as novas árvores devem ser plantadas em todos os lugares ociosos do planeta, independente de quem sejam os proprietários da terra. 

Este é o primeiro estudo já realizado que demonstra quantas árvores adicionais o planeta pode suportar, onde elas poderiam ser plantadas e quanto de carbono elas conseguiriam absorver. Se todo esse reflorestamento for feito, os níveis de carbono na atmosfera poderiam cair em 25%, ou seja, retornar a padrões do início do século 20.

O estudo

Para realizar o estudo, o grupo de pesquisadores utilizou um conjunto de dados globais de observações de florestas e o software de mapeamento do Google Earth Engine. Foram analisadas todas as coberturas de árvores em áreas florestais da terra, em todos os cantos do planeta. No total, 80 mil fotografias de satélite de alta resolução passaram pela análise dos cientistas. 


Por meio de inteligência artificial, dez variáveis de solo e clima ajudaram a determinar o potencial de arborização de cada ecossistema, considerando as condições ambientais atuais e priorizando áreas com atividade humana mínima. Por fim, modelos climáticos que projetam as mudanças do planeta até 2050 foram implementados no software, para que o resultado fosse o mais próximo do real.

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O estudo concluiu que há ainda um total de 1,8 bilhão de hectares de terra no planeta em áreas com baixíssima atividade humana que poderiam ser transformadas em florestas. Segundo os pesquisadores, mais da metade do potencial terrestre de reflorestamento está concentrada em seis países, nesta ordem: Rússia, com 151 milhões de hectares disponíveis; Estados Unidos (103 milhões); Canadá (78 milhões); Austrália (58 milhões); Brasil (50 milhões) e China (40 milhões).

Resultados do plantio de novas árvores

O resultado do reflorestamento, no entanto, não seria imediato. Após o plantio das novas árvores, seria necessário esperar que elas amadurecessem para, então, utilizarem o carbono acumulado na atmosfera para a realização de fotossíntese em maior escala. Esse processo poderia demorar de 10 a 20 anos.

Dessa forma, caso haja a intenção de colocar em prática a ação apontada pelo estudo, os governantes de cada nação mundial devem traçar um plano para realizar o plantio o quanto antes. A execução é urgente, visto que, a cada ano que passa, o desmatamento aumenta mais e os níveis de dióxido de carbono na atmosfera se tornam mais elevados.

Fonte: G1

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