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Conheça o grupo hacker que doa dinheiro roubado para caridade

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Conheça o grupo hacker que doa dinheiro roubado para caridade

Um grupo hacker, um tanto quanto diferente dos demais, vem chamando a atenção de especialistas em crimes cibernéticos. Isso porque o grupo hacker, mais conhecido como Darkside (“Lado Negro”, em português), vem roubando dinheiro e, em seguida, o doando para instituições de caridade.

Em sua defesa, o grupo hacker que vem extorquindo milhões de dólares de empresas, afirmam que eles apenas querem “tornar o mundo um lugar melhor”. Para confirmar isso, a gangue já chegou a até divulgar recibos em um posto da dark web, uma camada da internet semelhante à deep web. No recibo, o Darkside doa US$ 10 mil (mais de 50 mil reais) em doações para instituições de caridade.

O que as instituições de caridade estão achando do caso peculiar?

Ainda que o dinheiro sirva a uma boa causa, será que os fins justificam os meios? Para a Children International, uma das instituições que recebeu o dinheiro, a resposta é não. Com isso, ela não ficará com o dinheiro, o que levanta uma série de implicações morais e legais sobre a quantia doada.

Voltando ao grupo hacker, eles afirmam apenas atacar grandes empresas. Por isso, ele seria um dinheiro que “não faria falta”, mas que, em mãos certas, poderia acarretar grandes mudanças. Desse modo, o tipo de hack é conhecido como ransomware. Assim, uma vez instalado, o sistema de TI das organizações atacadas ficam presos e são mantidos como “reféns” até que o valor seja pago. Ao invés de um roubo, podemos dizer que esse tipo de situação se assemelha mais a um sequestro.

Para o Darkside, a ideia com tudo isso é mudar vidas e trazer mudanças que eles acreditam ser importantes. “Achamos que é justo que parte do dinheiro que as empresas pagaram vá para a caridade. Por pior que você ache que nosso trabalho é, temos o prazer de saber que ajudamos a mudar a vida de alguém. Hoje enviamos as primeiras doações”, afirma o grupo hacker.

O grupo hacker enviou até mesmo um recibo da doação

As duas instituições benficiadas foram a The Water Project e a Children International. Porém a Children Internacional, que auxilia comunidades, famílias e crianças em países como Índia, Filipinas, Colômbia, Equador, Zâmbia, República Dominicana, Guatemala, Honduras, México e Estados Unidos, se pronunciou de maneira negativa sobre o assunto. “Se a doação estiver ligada a um hacker, não temos intenção de ficar com ela”, afirma um porta-voz da instituição. Até o momento, a outra instituição não se pronunciou sobre o caso.

Para Brett Callow, analista de ameaças da empresa de segurança cibernética Emsisoft, ainda não está claro do que se tratam os ataques. Logo, as doações poderiam ser um peso na consciência ou até uma distração. “Talvez ajude a amenizar a culpa deles? Ou talvez por razões egoístas eles querem ser vistos como Robin Hood, em vez de vigaristas sem consciência”, afirma Callow. “Quaisquer que sejam suas motivações, certamente é algo muito incomum e é, até onde eu sei, a primeira vez que um grupo de ransomware doou uma parte de seus lucros para instituições de caridade”, completa.

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