
Das mudanças provocadas pelo aquecimento global, uma das mais preocupantes é o aumento do nível do mar. Até porque, à medida que ele vai aumentando, o risco de cidades litorâneas sumirem do mapa também aumenta. E por mais que muitas pessoas acreditem que isso está longe de acontecer, a realidade vista mostra o contrário. Tanto que as ressacas do mar chegam cada vez mais perto das construções, e isso não é uma coisa atual. Como visto na maior ressaca do Rio de Janeiro que teve ondas de até 10 metros de altura.
Claro que a crise climática aumenta a intensidade e frequência das ressacas, mas elas sempre existiram. Essa maior ressaca do Rio de Janeiro com ondas de 10 metros aconteceu 111 anos atrás, em 1913. Nesse ano, a Cidade Maravilhosa viu sua pior ressaca da história com o mar revolto deixando marcas que são lembradas para sempre.
Em março de 1913, o cenário desse acontecimento marcado na memória carioca foi a Praia do Flamengo. No caso, ondas de 10 metros de altura vindas da Baía da Guanabara inundaram várias vias e chegaram até a rua do Catete.

Diário do Rio
“O Palácio do Catete ficou ilhado e as pessoas só podiam passar em pequenos barcos. Famílias inteiras tiveram que abandonar suas casas. A então mureta chegou a ser totalmente destruída“, disse o pesquisador Luiz Prado Junior.
Por conta dessa maior ressaca do Rio de Janeiro com ondas de 10 metros, as praias de Botafogo e da Saudade também sofreram consequências. Além disso, todo o bairro de Botafogo ficou sem acesso. E por conta da magnitude da ressaca só era possível fazer a locomoção de barco.

Diário do Rio
Felizmente, a maior ressaca do Rio de Janeiro durou poucos dias. Depois que ela passou, os danos materiais e humanos ficaram. Vidas foram perdidas e os prejuízos causados pelas ondas de 10 metros foram incalculáveis.
Como dito, ressaca do mar é uma coisa comum. No entanto, desde 1913, vários historiadores pontuam que aquela foi a maior ressaca do Rio de Janeiro de todos os tempos.
Fonte: Diário do Rio
Imagens: Diário do Rio






