
Eric Kilburn, de 16 anos, conquistou um lugar de destaque na edição de 2025 do Guinness World Records ao ter as maiores mãos do mundo. O adolescente norte-americano ganhou o reconhecimento do livro dos recordes nesta quinta-feira (12), recebendo os títulos de maiores mãos e pés entre adolescentes vivos.
Suas mãos medem impressionantes 23,2 centímetros, muito acima da média de 19,04 centímetros para sua idade. Seus pés, com incríveis 34,3 centímetros, o fazem calçar sapatos de tamanho 23 nos EUA.
Esse é um número bem maior do que o calçado médio para homens adultos. Para se ter uma ideia, o tamanho 16 nos EUA equivale ao 48 no Brasil, o que significa que Eric calça algo em torno de 55.

Via Globo
Em entrevista ao Guinness, Eric relembra que percebeu seu tamanho fora do comum pela primeira vez ainda no jardim de infância, quando já era ‘muito mais alto e maior que seus amigos’. Com o passar dos anos, a diferença se tornou cada vez mais evidente.
Aos 10 anos, ele já não conseguia mais comprar sapatos em lojas convencionais. Sem outra alternativa, sua família começou a encomendar tênis ortopédicos personalizados, que podiam custar mais de R$ 8,3 mil o par.
O crescimento dos membros (braços e pernas) geralmente acompanha o crescimento geral do corpo e ocorre principalmente durante a infância e adolescência.
A maior parte do crescimento dos ossos longos, como os do braço e da perna, se dá até o fechamento das placas de crescimento (físes), que são zonas de cartilagem localizadas nas extremidades dos ossos.
Assim, em média, os membros param de crescer quando as placas de crescimento se fecham, o que ocorre:
No entanto, o crescimento pode continuar até cerca dos 20 anos em alguns casos, especialmente em homens, pois o fechamento das placas de crescimento pode variar de pessoa para pessoa.
Fatores como genética, nutrição e condições de saúde influenciam o momento exato em que o crescimento termina.
Por isso, após perceber que esse desenvolvimento se estendeu por muito mais tempo do que o normal, eles perceberam que eram raros.
Por isso, com o apoio de sua mãe e de uma amiga da família, Eric decidiu compartilhar sua história nas redes sociais. A repercussão foi tão grande que empresas como Puma e Under Armour se ofereceram para fabricar sapatos e botas sob medida para ele.
Além das dificuldades para se vestir, tendo as maiores mãos do mundo, Eric também precisou lidar desde cedo com o julgamento das pessoas. Ele conta que já passou por várias situações em que recebeu olhares estranhos e ouviu sussurros a seu respeito.
No entanto, ele afirma que aprendeu a lidar com essas situações e tenta tirar o melhor delas. Ele diz que as pessoas geralmente se sentem à vontade para iniciar conversas com ele. Nessas interações, acabou conhecendo muitas pessoas interessantes.
Eric até brinca dizendo que seus amigos adoram experimentar seus enormes sapatos.
Enquanto isso, quando não está dedicado aos estudos, Eric gosta de passar o tempo com seus animais de estimação, explorar novos lugares e praticar esportes. Graças ao seu tamanho, ele acha fácil manusear bolas de basquete e futebol.
Além disso, Eric também quer retribuir o apoio que recebeu ao longo de sua vida. Pensando no futuro, ele planeja se envolver mais com a Big Shoe Network.
Essa é uma organização sem fins lucrativos criada por sua mãe para ajudar pessoas que enfrentam dificuldades em encontrar roupas e sapatos do tamanho adequado.

Via Globo
Como grande admirador do livro de recordes, Eric admite ainda estar em choque por agora fazer parte das páginas que ele costumava ler, tendo o título de maiores mãos do mundo ao lado de recordistas que sempre admirou, como Robert Wadlow, o homem mais alto da história.
Eric planeja usar seus títulos para apoiar, educar e inspirar outras pessoas. Ele encoraja a todos a ignorarem comentários negativos, reconhecendo que isso nem sempre é fácil.
Ele reforça que é perfeitamente normal se destacar. Por isso, ninguém deve deixar que a negatividade o desvie dos objetivos, aconselha o jovem. Com a visibilidade, ele conseguirá ainda mais patrocínio e voz para tratar dessa pauta com adolescentes e jovens que se sentem inseguros.
Fonte: Revista Galileu






