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Mamíferos voltaram para o mar muito antes do que era imaginado

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A arqueologia é a ciência responsável por estudar culturas e civilizações do passado. E através das descobertas arqueológicas, vestígios de antigas sociedades, culturas e fósseis de animais são descobertos. Diversos estudiosos dedicam suas vidas em busca de objetos, fósseis e detalhes do passado.

Desde que surgiu, o mundo passou por muitas coisas e diversas espécies deixaram de existir. E a seleção natural foi responsável pela criação de várias novas espécies. Ainda existem muitos segredos do passado, que não sabemos e esse é o motivo de tanta determinação por parte de cientistas e arqueólogos.

Ao longo de nossa história, arqueólogos e pesquisadores realizaram inúmeras descobertas que mudaram a forma como vemos nossa própria existência. Como por exemplo, essa descoberta de um grande conjunto de pegadas fossilizadas. Ele mostrou que grandes mamíferos pré-históricos estavam se reunindo no mar milhões de anos antes do que era pensado.

Fósseis

Os pesquisadores Anton Wroblewski, da Universidade de Utah, e Bonnie Gulas-Wroblewski, do Texas A&M Natural Resources Institute, tiraram fotos e examinaram o local das pegadas. Elas foram encontradas pela primeira vez em 2019 por Wroblewski enquanto ele mapeava rochas que se formaram em um antigo litoral, onde atualmente é Wyomig, nos EUA.

Os fósseis vegetais que foram encontrados nas camadas acima de onde as trilhas foram encontradas mostram que as pegadas têm aproximadamente 58 milhões de anos. Isso as torna as primeiras evidências diretas de mamíferos usando ambientes marinhos.

A evidência mais antiga era de baleias marinhas que vem de rochas que se formaram 9,4 milhões de anos depois. As pegadas de mamíferos que datam de 58 milhões de anos atrás, ou antes, são bem raras. E essa nova descoberta é apenas o quarto local em todo mundo onde elas foram encontradas. As primeiras foram encontradas perto de um antigo litoral.

“Os outros locais com as pistas têm algumas dezenas de pegadas. Este  tem milhares de pegadas, então fornece uma visão realmente importante de como esses animais estavam se movendo, o que eles estavam fazendo”, disse Wroblewski.

Análises

Os pesquisadores registraram as pegadas em quatro camadas de sedimentos onde cada uma delas representa uma época diferente onde as trilhas foram feitas no ambiente.

“Não sabemos quanto tempo é representado por essas camadas, mas é quase certamente de milhares a dezenas de milhares de anos. Então, essas quatro camadas de rocha nos dizem que esses animais não entraram apenas no ambiente marinho uma vez. Eles fizeram isso muitas, muitas vezes ao longo de dezenas de milhares de anos. E é por isso que achamos que era um hábito deles. É algo que eles faziam regularmente”, explicou Wroblewski.

Essas pegadas foram feitas por, pelo menos, dois tipos de animais. E por mais que as pegadas sejam de quatro dedos, os pesquisadores não puderam compará-las com nenhum animal conhecido do mesmo período. E as pegadas de cinco dedos foram provavelmente feitas pelo animal de hipopótamo Coryphodon.

“De certa forma, é uma extensão de tempo ao Coryphodon. O fato de você ter essa associação ambiental significa que pode ser possível olhar em outras áreas onde esses ambientes são preservados para ver se as faixas podem ser identificadas lá”, concluiu George Engelmann, da Universidade de Nebraska Omaha, EUA.

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