Mancha solar 17 vezes maior que a Terra provocou auroras boreais ao redor do mundo; entenda o fenômeno

Erupções solares causaram um show de aurora boreal ao redor do mundo nessa última semana.

Essas explosões na superfície do sol liberam rajadas de radiação eletromagnética muito fortes. Inclusive, possuem classificação em diferentes grupos, designados por letras, sendo a classe X a mais poderosa.

Em seguida, há as erupções da classe M, que são dez vezes menos intensas do que as da classe X, seguidas pelas erupções da classe C, que são dez vezes mais fracas do que as da classe M, e assim segue.

Foi uma dessas erupções, classificada como classe X, que desencadeou a mais poderosa tempestade solar a atingir a Terra em mais de duas décadas, resultando em espetaculares auroras polares visíveis no norte da Europa e no sul da América, especialmente Chile e Argentina.

Recentemente, uma gigantesca mancha escura na superfície do sol, identificada como AR3664, cresceu nos últimos dias, emergindo como uma das maiores e mais ativas manchas solares deste ciclo solar.

O fenômeno tem atraído a atenção dos cientistas, especialmente após o Centro de Previsão do Tempo Espacial da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) emitir um aviso de aumento do risco de erupções.

Via Metrópoles

Apagões de rádio

Ao contrário das erupções solares, que viajam à velocidade da luz e alcançam a Terra em apenas oito minutos, essas ejeções movem-se mais lentamente, a uma velocidade de 800 km por segundo.

Os campos magnéticos associados às tempestades geomagnéticas podem induzir correntes em condutores longos, como cabos de energia, resultando em possíveis apagões.

As intensas erupções solares observadas nesta semana provocaram apagões nas transmissões de rádio de ondas curtas em toda a Europa e África.

Além disso, podem afetar a comunicação por rádio de alta frequência, sistemas de GPS, espaçonaves e satélites. Esses eventos também podem perturbar o comportamento de animais, incluindo pombos e outras espécies que dependem de bússolas biológicas internas.

Elon Musk, cuja empresa de internet via satélite Starlink tem cerca de 5.000 satélites em órbita terrestre baixa, descreveu a tempestade solar como a “maior em muito tempo”. “Os satélites Starlink estão sob muita pressão, mas estão aguentando até o momento”, afirmou Musk nas redes sociais.

Mancha solar de Carrington

Tendo mais de 200 mil quilômetros de um lado a outro, a mancha solar é 15 vezes mais larga do que o planeta Terra, conforme relatos do Spaceweather.com. Sua dimensão é tão imponente que pode ser observada da Terra sem a necessidade de ampliação.

A extensão da Mancha Solar AR3664 pode ser comparada à mancha solar de Carrington de 1859, famosa por sua atividade explosiva entre agosto e setembro daquele ano.

Durante esse período, desencadeou uma série de erupções solares poderosas e ejeções de massa coronal (EMCs), resultando em intensas tempestades geomagnéticas.

Esses eventos causaram incêndios em escritórios de telégrafo e provocaram auroras até mesmo em locais tão incomuns quanto Cuba e Havaí.

Onde ver aurora boreal?

Via Globo

Comumente, a aurora boreal, também conhecida como “luzes do norte”, é um espetáculo natural incrível que ocorre em regiões próximas aos polos magnéticos da Terra. Os melhores lugares para ver a aurora boreal incluem Islândia, Noruega, Suécia, Finlândia, Canadá, Alasca e Rússia.

Islândia oferece paisagens incríveis e uma alta probabilidade de avistar as luzes do norte, especialmente durante os meses de inverno.

A Noruega, especialmente a região de Tromsø, é conhecida como a “capital da aurora boreal” e oferece excelentes oportunidades de observação. Suécia e Finlândia têm vastas áreas de terras selvagens e locais remotos que são ideais para avistar as luzes do norte.

No Canadá, regiões como Yukon, Territórios do Noroeste e partes de Newfoundland e Labrador oferecem ótimas chances de ver a aurora boreal. O Alasca é uma excelente opção dentro dos Estados Unidos, especialmente ao longo da linha costeira e em áreas remotas do interior.

Na Rússia, a região da Lapônia russa, próxima à fronteira com a Finlândia, é um local popular para observação das luzes do norte.

É importante planejar sua viagem de acordo com a temporada de auroras boreais, que geralmente ocorre durante os meses de inverno, de setembro a março, quando as noites são mais longas e escuras.

Escolher locais afastados de luzes urbanas e monitorar a atividade solar pode aumentar suas chances de testemunhar esse fenômeno incrível.

 

Fonte: Globo, Wikipedia

Imagens: Globo, Metrópoles

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