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Mergulhador egípcio permanece debaixo d’água por 145 horas

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Um mergulhador egípcio acaba de estabelecer um novo recorde mundial após permanecer debaixo d’água por quase seis dias.

O feito foi realizado por Saddam Al-Kilany que, durante um mergulho no Mar Vermelho, ao largo da costa de Dahab, permaneceu debaixo d’água por 145 horas e 30 minutos. Com isso, o profissional conseguiu superar seu próprio recorde. Em 2017, Al-Kilany havia permanecido debaixo d’água por 121 horas.

O último recorde registrado havia sido estabelecido por Cem Karabay que, em 2016, permaneceu debaixo d’água por 142 horas e 47 minutos, no Chipre.

Inicialmente, Al-Kilany havia planejado permanecer debaixo d’água por 150 horas, mas a tentativa foi encerrada em 145 horas e 30 minutos para que sua saúde não fosse afetada.

O mergulhador, que já se tornou manchete em diversos meios de comunicação ao realizar sua cerimônia de noivado com Pia Legora debaixo d’água em setembro deste ano, recebeu, em sua atual tentativa de conquistar seu mais novo recorde mundial, o apoio de uma equipe médica e outros mergulhadores.

Al-Kilany se preparou por cinco anos. Durante todo o momento que esteve debaixo d’água, o profissional foi acompanhado por Adel Taher, diretor do Centro Médico Hiperbárico do Sul do Sinal.

O mergulho foi gravado e as imagens estão sendo analisadas pelo Livro dos Recordes. Até o momento, não há previsão para o anúncio da validade da tentativa. Al-Kilany, no entanto, está otimista.

De acordo com o site Divernet.com, enquanto Al-Kilany esteve embaixo d’água, o profissional praticou exercícios, orou, alimentou-se e até desenhou. A pintura subaquática, ainda segundo o site, é um de seus passatempos favoritos.

Sem equipamentos

Al-Kilany não foi o único a bater um recorde mundial neste mês de novembro. A atleta eslovena Alenka Artnik, em mergulho livre realizado no dia 07 de novembro, após realizar uma descida vertiginosa a 114 metros em monofin – nadadeira única que acomoda os dois pés-, conseguiu ficar 3 minutos e 41 segundos debaixo d’água.

Assim como Al-Kilany, a mergulhadora, de apenas 39 anos, também quebrou o seu recorde anterior, que era de 113 metros. Na mesma ocasião em que atingiu os 113 metros de profundidade, o recorde da atleta havia sido igualado em 2019 pela italiana Alessia Zecchini, que também realizou uma descida de 113 metros em Roatán, Honduras.

A conquista da atleta eslovena ocorreu durante a competição AIDA Blue Week of Freediving World. O evento foi realizado em Sharm el Sheikh, no Egito.

“Trabalhei muito este ano para esta performance, foi difícil emocionalmente com a situação atual (a pandemia do coronavírus) em particular, é um grande alívio”, disse a eslovena à agência France Press.

O recorde mundial entre homens, segundo o site GoOutside, pertence ao russo Alexey Molchanov. Em julho de 2018, Molchanov alcançou, na mesma categoria, uma profundidade de 130 metros.

Embora prender a respiração por muito tempo possa parecer impossível, existem métodos especiais que os profissionais seguem diariamente em seus treinamentos. Os métodos os auxiliam a prender a respiração por mais tempo, e sem desconforto.

De acordo com os especialistas, o mais importante é saber relaxar completamente a mente, a respiração e os músculos. Somente assim é possível aumentar suas habilidades respiratórias debaixo da água, afinal, músculos tensos consumem mais oxigênio e fazem você prender a respiração por um tempo mais curto. O segredo, aqui, é ficar calmo, sem estresse ou nervosismo.

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