Múmia de rinoceronte de 32 mil anos é encontrada praticamente intacta

Avatar for Bruno DiasBruno DiasCuriosidadessetembro 26, 2024

pré-história foi uma época que, conforme os estudos, foi incrível pela diversidade de vida em nosso planeta. Época essa onde os animais eram livres e totalmente donos de todo o espaço terrestre. E tudo que envolve essas criaturas, incluindo a longevidade e imortalidade dessas espécies, é alvo de estudos dos cientistas. Como no caso dessa múmia de rinoceronte que foi descoberta praticamente intacta.

A descoberta foi de um rinoceronte-lanoso com 32.400 anos, na Rússia. Essa múmia de rinoceronte ficou bem preservada no permafrost do extremo leste russo, até o pelo grosso que cobria o mamífero extinto e mais características de tecidos moles. Agora ele está sendo estudado por cientistas russos.

Essa múmia foi descoberta no verão de 2020 no banco do rio Tirekhtyakh, na República de Sakha (Iacútia). O fóssil foi chamado de “Rinoceronte de Abyisky”, fazendo referência ao distrito em que ele foi descoberto.

Múmia de rinoceronte

Canaltech

De acordo com as análises da múmia de rinoceronte, ele era bem jovem, com somente 4,5 anos na época em que ele morreu. A idade dele pode ser sabida por conta do pelo curto e leve quando é comparada com a pelagem espessa e escura de rinocerontes-lanosos mais velhos. No pelo da múmia de rinoceronte tinham pulgas-d’água, que é um parasita crustáceo pequeno que não é mais visto na região atualmente.

Contudo, o mais interessante que foi encontrado no “Rinoceronte de Abyisky” foi uma corcunda feita de gordura nas costas do mamífero, coisa que não tinha sido vista na espécie até então.

Ela tinha sido vista em mamutes-lanosos no passado, que era outro animal extinto que necessitava um depósito gorduroso para enfrentar o frio da Era do Gelo. Por isso que é especulado que a corcunda funcionava como uma isolação termal ou como reserva de energia para tempos difíceis.

Desde o fim do século XVIII, seis espécimes preservados foram encontrados. Sendo o último deles há poucos mesmos no distrito de Oymyakonsky. E conforme o permafrost vai derretendo por conta do clima esquentando, mais restos de animais extintos irão surgir. Contudo, ao mesmo tempo, eles ficando expostos aos elementos pode acabar degradando eles até que não seja amis possível estudá-los.

Fonte: Canaltech

Imagens: Canaltech

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