
O Twitter tem estado em foco desde que Elon Musk comprou a rede social. Tanto é que até o nome da plataforma mudou, virou “X”. Recentemente, o acesso ao X foi banido no Brasil por decisão do ministro Alexandre de Moraes e do Supremo Tribunal Federal por irregularidades da rede social. A condição para a volta é que a rede social tivesse um representante legal no nosso país para responder pelas ações. Contudo, a advogada brasileira contratada para representar X no Brasil acabou desistindo do cargo.
A advogada brasileira Vanessa Souza, que mora na Inglaterra, foi contratada nesse mês como representante legal do X no Brasil. No entanto, a negociação entre ela e Musk não foi para frente e foi desfeita antes mesmo de ela ser anunciada, segundo documentos e pessoas com conhecimento do tema.
De acordo com a procuração que a Reuters teve acesso, que foi assinada no dia 13 de setembro, a advogada brasileira poderia representar o X perante a jurisdição brasileira, até mesmo no Supremo Tribunal Federal (STF), órgão que bloqueou o acesso à rede social no país.

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Na última sexta-feira, a assessoria de Vanessa confirmou que ela realmente tinha sido contratada, mas que a advogada brasileira contratada para representar X no Brasil desistiu do cargo por questões “estritamente pessoais”.
De acordo com pessoas próximas da situação, outro motivo que teria feito Vanessa desistir foram as notícias de que o X teria descumprido deliberadamente a decisão do STF mudando os provedores de rede da empresa para conseguir burlar o bloqueio imposto no final de agosto.
Depois disso, que fez com que alguns brasileiros tivessem acesso à rede social novamente, o X disse em nota que o objetivo da mudança não foi voltar a rede social no Brasil, mas garantir a qualidade dos serviços em outros países da região.
Com a advogada brasileira contratada para representar X no Brasil desistindo da função, a plataforma corre contra o tempo para encontrar um representante legal no nosso país. Por mais que a empresa tenha nomeado André Zonaro Giacchetta e Sérgio Rosenthal para defendê-la perante o STF, não tendo um representante legal, Moraes tinha determinado que o X apresentasse um nome de um representante legal em 24 horas.
Fonte: Terra
Imagens: DCM






