
A agência espacial NASA está monitorando a trajetória do asteroide Apophis em direção à Terra. Após diversas observações, cientistas conseguiram prever quando o objeto será visível e se ele representa algum perigo para o planeta.
Com aproximadamente 335 metros de diâmetro, o asteroide é maior do que a Torre Eiffel, que possui 330 metros de altura.
Descoberto em 2004, o NEO (Objeto Próximo da Terra) foi inicialmente considerado um dos asteroides mais perigosos em potencial de impactar a Terra. No entanto, a avaliação mudou após os astrônomos acompanharem a órbita do Apophis.
De acordo com informações da Nasa, está previsto que o Apophis se aproxime da Terra em 13 de abril de 2029 a uma distância inferior a 32 mil km da superfície terrestre.
Durante esse evento, o asteroide poderá ser avistado por observadores no Hemisfério Oriental sem a necessidade de telescópios ou binóculos.

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Durante março de 2021, uma campanha de monitoramento por radar foi realizada, juntamente com uma análise minuciosa da trajetória, o que levou os astrônomos a concluírem que o Apophis não representa uma ameaça de impacto na Terra por pelo menos um século.
De acordo com Davide Farnocchia, do Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra (CNEOS) da Nasa, “os cálculos indicam que não há perigo de colisão nos próximos 100 anos”.
Os asteroides são pequenos corpos rochosos que orbitam o Sol, e acredita-se que tenham se formado durante o processo de formação do Sistema Solar, há cerca de 4,6 bilhões de anos.
Os asteroides se formaram a partir do material remanescente da nebulosa solar, a grande nuvem de gás e poeira que deu origem ao Sol e aos planetas. Partículas de poeira colidiram e se fundiram ao longo do tempo, formando corpos maiores, alguns dos quais se tornaram asteroides.
Durante a formação do Sistema Solar, a influência gravitacional de Júpiter impediu que os corpos rochosos localizados entre Marte e Júpiter se aglutinassem para formar um planeta. Em vez disso, esses corpos permaneceram como asteroides.
Geralmente, eles se localizam em partes diferentes do Universo. A maioria se localiza no Cinturão de Asteroides, uma região entre as órbitas de Marte e Júpiter. Contudo, alguns também estão na órbita de Júpiter, posicionados em dois grupos chamados Troianos.
Existem também asteroides cujas órbitas os trazem próximos à Terra, chamados de asteroides próximos da Terra (NEAs, na sigla em inglês).

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Sempre existe o risco de um asteroide atingir a Terra, embora a probabilidade de um impacto catastrófico seja relativamente baixa, como no caso do Apophis.
No entanto, se um asteroide de tamanho significativo atingisse a Terra, os efeitos poderiam ser devastadores, dependendo de seu tamanho, velocidade e local de impacto.
Corpos pequenos geralmente queimam ao entrar na atmosfera, causando uma explosão no ar, conhecida como “airburst”.
Um exemplo é o evento de Chelyabinsk na Rússia em 2013, onde um asteroide de cerca de 20 metros explodiu no ar, causando danos a prédios e ferimentos em pessoas devido a estilhaços e ondas de choque.
No entanto, um asteroide mediano pode causar uma destruição significativa em uma área extensa, podendo devastar cidades inteiras ou até mesmo uma região. A onda de choque, incêndios e o impacto direto causariam grandes perdas de vida e destruição de infraestrutura.
Se o asteroide caísse no oceano, poderia gerar tsunamis gigantescos, afetando costas distantes do local de impacto.
Agora, a partir de 1 km de diâmetro as consequências seriam catastróficas a nível global. A liberação de energia seria equivalente a milhões de bombas atômicas, gerando incêndios massivos, ondas de choque globais e injeção de poeira e aerossóis na atmosfera.
A poeira e os detritos suspensos na atmosfera bloqueariam a luz solar, levando a um resfriamento global significativo, que poderia durar anos e devastar a agricultura, resultando em uma crise alimentar global.
Além disso, poderíamos esperar uma extinção em massa. Acredita-se que foi algo assim que causou o fim dos dinossauros.
No entanto, não precisa se preocupar. As agências espaciais monitoram constantemente o céu em busca de asteroides que possam representar uma ameaça à Terra.
Por isso, conseguimos identificar o Apophis, que não causará risco ou perigo para os humanos. É apenas uma oportunidade de estudar sobre esses corpos celestes, e entender maneiras de desviar possíveis impactos no futuro.
Fonte: Diário do Nordeste





