
Você já reparou que algumas pessoas parecem ficar mais baixinhas na velhice? Pois é, isso não é apenas impressão. O corpo humano realmente pode perder alguns centímetros com o passar dos anos. Mas não, não é porque estamos derretendo ou algo do tipo. A explicação é bem mais simples.
A principal razão está na coluna vertebral. Entre cada vértebra, temos discos cartilaginosos que funcionam como amortecedores. Com o tempo, esses discos vão se desgastando e perdendo água, ficando mais finos. Resultado: a coluna “encurta” um pouco, e isso faz a altura diminuir.
É como se o colchão que segura nosso corpo fosse ficando cada vez mais murcho. O efeito pode ser de 1 a 3 centímetros a menos, em média, depois dos 60 anos.
Outro fator é a osteoporose, doença comum na velhice que deixa os ossos mais frágeis. Em alguns casos, pode causar microfraturas nas vértebras, o que acentua a perda de altura.
Além disso, há a perda de massa muscular (a famosa sarcopenia), que pode comprometer a postura. Sem músculos fortes para sustentar, a coluna tende a se curvar, dando aquela impressão de que a pessoa ficou “encolhida”.
Curiosamente, as mulheres costumam encolher mais do que os homens. Isso porque, após a menopausa, a queda de estrogênio acelera a perda óssea. Segundo estudos, as mulheres podem perder até 5 centímetros ao longo da vida adulta, enquanto os homens perdem em média 2 a 3 centímetros.
Não dá para impedir totalmente, envelhecer é inevitável, mas é possível reduzir o impacto. Hábitos saudáveis, como praticar exercícios físicos, manter uma alimentação rica em cálcio e vitamina D e evitar o tabagismo, ajudam a preservar os ossos e músculos por mais tempo.
Em outras palavras: não dá para fugir da gravidade, mas dá para atrasar a “encolhida”.
E se serve de consolo, isso não acontece só conosco. Outros mamíferos também sofrem mudanças na estrutura óssea com a idade. O que mostra que, no fim, encolher um pouquinho é apenas parte natural da vida.
Então, da próxima vez que ouvir alguém dizer “vovó está menorzinha”, pode acreditar. É ciência, não imaginação.
Fonte: Mega Curioso






