Curiosidades

O caso da garota de 11 anos encontrada em mar aberto

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Você já ouviu falar de Terry, a garotinha que foi encontrada em mar aberto? Bem, essa história se passa em novembro de 1961, e o caso foi extremamente noticiado nos Estados Unidos. O navio petroleiro Gulf Lion, nas Bahamas, encontrou um pequeno bote salva-vidas, que rebocava uma jangada no mar. No bote, as autoridades encontraram Julian Harvey, capitão do navio Bluebelle.

A história

Depois de ser resgatado no navio, Julian contou que levava a família Duperrault para a Flórida, através de um cruzeiro nas ilhas caribenhas, até que uma tempestade teria destruído a embarcação em que eles estavam. Segundo o homem, cinco membros dessa família, além de sua esposa, Mary Dene, perderam a vida durante a tempestade.

A história teria acabado aí, se não fosse por um pequeno detalhe. Dias depois de Julian ter sido resgatado, uma embarcação grega, encontrou um outro bote salva vidas em bar aberto. Nesse bote, estava Terry Jo Duperrault, completamente fraca. A garota tinha, na época, 11 anos de idade.

Reprodução

Durante a viagem que matou sua família, Terry teria se deitado numa das cabines no interior do convés até cair em profundo sono. Naquela noite, a menina foi acordada aos gritos de “Ajuda, papai! Ajuda”. Quem proferia os gritos, era seu irmão, Brian. Em seguida, ela teria ouvido passos pesados, que interrompiam o silêncio da embarcação. A garota contou que ficou paralisada por alguns minutos, mas quando tomou coragem para sair e ver o que estava acontecendo, descobriu a tragédia.

Tragédia

Sua mãe e seu irmão estavam mortos e encharcados de sangue. Ao lado dos corpos estava Julian Harvey, que caminhou em sua direção e a jogou de volta para dentro do quarto. A garota, completamente em choque e sem saber como reagir, voltou para a cama e ficou lá, paralisada, ouvindo o som da água que começava a entrar em seu quarto.

Morrendo de medo, ela observava Julian com um rifle na mão enquanto o cômodo enchia-se de água e o navio afundava. O homem já havia ido embora quando Terry decidiu sair da cabine e retornar à parte superior do barco. Lá, ela conseguiu ver Julian fugindo em um pequeno barco de apoio. A garota havia ficado no barco para morrer.

Depois que o homem foi encontrado à deriva e contou sua versão da história, ele foi colocado em suspeita, pois parecia muito calmo com a situação traumática que, supostamente, havia vivenciado. O capitão também tinha um estranho histórico envolvendo perdas de barco. Dois barcos já haviam afundado em suas mãos.

O primeiro teria estranhamente batido de modo intencional, enquanto o outro pegara fogo. Em ambos os casos, ele foi ressarcido pelo seguro. Porém, a história dele pouco importou para a Guarda Costeira quando um de seus membros entrou correndo na sala, onde as investigações ocorriam, com uma informação que mudaria tudo.

Sobrevivente

Desidratada e repleta de queimaduras, inconsciente e desnutrida, Terry estava à beira da morte. Ela conseguiu pular em um bote de cortiça enquanto o Bluebelle afundava, sobrevivendo por um triz e acabando com os planos do piloto. Julian até tentou fingir surpresa quando soube que a garota estava viva, mas ninguém mais conseguia engolir sua história.

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Em pouco tempo, a imagem, tirada pelo funcionário que descobriu a garota no bote, se tornou mundialmente conhecida. O registro inclusive foi divulgado pela revista LIFE, ao lado da notícia do desaparecimento de Michael Rockfeller, na Nova Guiné. Seu caso ficou mundialmente conhecido, mas Terry tentava retomar à vida anônima e normal que tinha antes da tragédia. Ela havia dado apenas um testemunho, a um dos funcionários da Guarda Costeira e passou a nunca mais tocar no assunto.

Desfecho

Com uma versão bem concisa do acontecimento, a Guarda declarou que aquela era a versão oficial dos fatos. Segundo uma teoria levantada, Julian Harvey teria assassinado sua esposa por conta do dinheiro do seguro, mas o crime foi descoberto por algum membro da família Duperrault, levando à chacina deles.

No dia seguinte à volta da jovem, Julian foi encontrado morto na banheira de sua casa. A morte teria sido causada por autoflagelação, com um pequeno bilhete que dizia: “Estou com um nervosismo e não posso continuar. Vou sair agora. Acho que não gosto da vida ou não sei o que fazer”.

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Depois do desfecho da história, Terry conseguiu retomar sua vida e constituir uma família em Wisconsin, e mesmo depois de tudo isso, ela dedicou parte de sua vida à missão de proteger corpos d’água naturais pelos Estados Unidos.

Fonte: Aventuras na História

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