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O pior ano para se viver na história provavelmente não é o que você pensa

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Nosso mundo é cheio de mistérios e segredos. Nós vivemos tentando descobrir ou decifrar vários deles, se não todos. O ser humano é movido pela curiosidade e não é à toa que já fomos capazes de desvendar uma grande quantidade de acontecimentos que remontam a milhares de anos atrás.

Desde os primórdios da civilização, a humanidade tenta entender o passado. E com isso, vemos que a vida na Terra nem sempre foi fácil. Se pensarmos em alguns do piores momentos para se viver no nosso planeta tempos como o da peste negra ou do holocausto parecem estar entre os piores. Contudo, eles não foram o pior ano para se viver na Terra.

Pior ano

O pior ano foi 536 d.C. “Foi o início de um dos piores períodos para se estar vivo, senão o pior ano”, disse o arqueólogo e historiador medieval da Universidade de Harvard Michael McCormick.

Esse ano foi o décimo reinado do imperador bizantino Justiniano, o Grande. E nessa época nada mais estava acontecendo na esfera humana além de coisas regulares e enfadonhas.

Entretanto, uma coisa estranha estava acontecendo no céu. Uma névoa misteriosa e empoeirada apareceu e bloqueou o sol. Isso causou uma queda nas temperaturas e desencadeou anos de caos no mundo todo. Vieram secas, quebras de safra, neve de verão na China e uma fome generalizada.

“E durante este ano que um presságio mais terrível aconteceu, pois o sol emitiu sua luz sem brilho, como a lua, durante todo este ano, e parecia muito com o sol em eclipse, pois os feixes que ele lançou não eram claros, nem como ele está acostumado a verter”, explicou Procópio.

Existem evidências que sugerem que erupções vulcânicas catastróficas são as culpadas, não somente em núcleos de gelo da Antártica e anéis de árvore da Groenlândia, mas também nos efeitos vulcânicos que aconteceram depois. Eles também causaram um resfriamento global de curto prazo, mas de uma forma devastadora.

Análise

Uma análise bastante detalhada do núcleo de gelo da geleira Colle Gnifetti foi feito em 2018. E esse estudo rendeu novas informações a respeito do século de desgraça em que o mundo entrou.

Isso foi possível descobrir porque os núcleos de gelo são recursos arqueológicos muito bons. Já que os depósitos de gelo permanentes vão se acumulando de forma gradual através da queda de neve no ano. Isso quer dizer que os pesquisadores podem encontrar depósitos de gelo de qualquer ano e observar o que estava acontecendo na Terra naquela época.

Em específico no ano 536 d.C., cinzas vulcânicas e detritos foram misturados com a camada de gelo. Isso indicava um grande evento vulcânico. Os núcleos de gelo da Groenlândia e da Antártica mostraram evidência de uma segunda erupção em 540 d.C. Essa segunda erupção que teria prolongado ainda mais a miséria das pessoas nessa época.

Renovação

Contudo, por volta de 640 d.C. os pesquisadores viram um sinal de renovação no gelo. Eles encontraram chumbo. Claro que a poluição por chumbo não é a melhor coisa de todas, mas ela significa que os humanos estavam começando a minerar e fundir prata do minério de chumbo.

Depois disso aconteceu outro pico, em 660 d.C. e outro em 695 d.C. Nessa época, os humanos já  estavam cunhando moedas de prata.

“Isso mostra inequivocamente que, ao lado de qualquer reserva residual de ouro romano e metal importado, a nova mineração facilitou a produção das últimas moedas de ouro pós-romanas, degradadas com quantidades crescentes de prata, e as novas moedas de prata que as substituíram. O registro de núcleo de gelo de alta resolução oferece uma cronologia nova e independente para a produção de prata renovada no oeste medieval”, escreveram os pesquisadores.

Tudo isso quer dizer que a economia estava se recuperando, e levou cerca de100 anos para que isso acontecesse.

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