
O Wi-Fi surgiu em 1997. Ele é um sistema de conexão sem fio, dentro de uma determinada área, entre dispositivos eletrônicos, para acessar a internet. Nesses 27 anos de existência, é inegável seu impacto e por mais que parecesse que ficaria , para sempre, em nossas vidas, uma nova tecnologia pode substituí-lo: o Li-Fi.
O Li-Fi, ou Light Fidelity, é uma tecnologia que usa a luz visível, ou infravermelha, para fazer a transmissão de dados, ao contrário do Wi-Fi que usa as ondas de rádio. A nova tecnologia, também, é uma conexão sem fio, com potencial para alta velocidade de internet de maneira segura e sem interferência eletromagnética.
A conexão é abastecida pelas lâmpadas, sejam as de iluminação pública ou pelas televisões de LED. Até o momento, o Li-Fi está em desenvolvimento, mas é uma grande promessa para o futuro tecnológico podendo entregar velocidades até 100 vezes mais rápidas do que as do Wi-Fi.

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Ele é um sistema de conexão sem fio que transmite dados através da luz LED ou infravermelha. A primeira vez que ele apareceu foi em 2011, apresentado pelo professor Harald Haas, da Universidade de Edimburgo, em sua palestra no TEDGlobal.
Ao contrário do Wi-Fi, que usa a radiofrequência, o Li-Fi precisa somente de uma lâmpada com um chip para conseguir transmitir o sinal de internet via ondas luminosas. Por conta disso, é esperado que seja um grande avanço com relação ao Wi-Fi, 3, 4 e 5G com relação a velocidade e a largura de banda.
Outro ponto em comum entre todas as conexões atuais, é que elas ficam limitadas e saturadas se muitas pessoas estão conectadas ao mesmo tempo. Já o Li-Fi funcionaria com uma frequência de banda de 200.000 GHz, sendo a máxima do Wi-Fi de aproximadamente 5 GHz.

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O Li-Fi funciona através de um sistema de comunicação de luz visível (Visible Light Communication System, ou VLC). Ele tem três etapas principais:
1 – Transmissão
Ela acontece pela lâmpada de LED que age como um transmissor das informações que vem do roteador. A fonte emite uma luz que pisca em velocidades bem altas e serve para codificar os dados que serão transmitidos, parecido com o código Morse.
2 – Recepção
Acontece com o fotorreceptor instalado em um dispositivo, como um celular ou computador. Esse aparelho consegue captar as variações rápidas de luz e converter esses sinais, em sinais elétricos, que depois são codificados para recuperar os dados originais.
3 – Comunicação bidirecional
A última etapa do funcionamento do Li-Fi é o transmissor de uplink, que usa a luz ambiente para transmitir os dados, novamente, para a lâmpada.
Fonte: Tecmundo
Imagens: Adobe stock, Canal BPV






