O que é o iodo e por que ele é colocado no sal de cozinha?

POR Fatos Desconhecidos (Acervo)    EM Sem categoria      14/04/15 às 19h02

Você sabia que no Brasil o sal de cozinha possui iodo adicionado na sua composição? Desde de 1953 é obrigatória por lei a adição de iodetos ou iodatos de sódio e de potássio no produto.

Isso acontece porque a deficiência do iodo no organismo pode desencadear uma doença chamada bócio, uma hipertrofia da glândula tireoide,  além de vários problemas no desenvolvimento do feto durante a gestação.

bócio

Essa iodação acontece por iniciativa privada, mas deve ser fiscalizada pelo governo público municipal, estadual e de territórios.

Funções do iodo

sal

O iodo é usado na tireoide para sintetizar os hormônios triiodotironina (T4) e a tiroxina (T3), responsáveis pelo crescimento físico e neurológico e pela manutenção do fluxo normal de energia, sendo muito importantes para o funcionamento de vários órgãos vitais.

Alguns dos principais alimentos naturais ricos em Iodo são os de origem marinha, como ostras, moluscos e outros mariscos, além de peixes de água salgada.

Leite e ovos também podem ser fontes de Iodo, mas para isso é preciso que eles sejam oriundos de animais que tenham pastado em solos ricos em Iodo ou que foram alimentados com rações que continham o nutriente.

Sal em excesso

sall

No Brasil a taxa de prevalência de bócio era de 20,7% em 1955 e passou para 1,4% em 2000. O sal iodado contribui bastante no combate a esse tipo de deficiência, mas outro problema surgiu: o excesso de iodo no organismo.

Isso acontece porque a maioria da população ingere uma quantidade muito grande de sal por dia, que leva a quantidades excessivas de iodo no corpo, além é claro de problemas cardíacos causados pela grande quantidade de sal ingerida.

Entre 5 e 10 anos de idade, por exemplo, o excesso no consumo de iodo pode levar a doenças autoimunes da tireoide, como a tireoidite de Hashimoto.

Foi justamente por isso que em 2013 a Anvisa mandou reduzir a quantidade de iodo no sal de cozinha. No entanto, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) não concordou com a decisão.

Segundo afirmou, ao invés de se preocupar com a variação do teor do iodo, a agência deveria trabalhar pela redução do consumo de sal como um todo.

Fatos Desconhecidos (Acervo)
Acervo, matérias feitas antes do ano de 2015.

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