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ONG treina ratos de mochila para missões de resgate

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Os ratos são animais que nem sempre são bem-vindos na interação com seres humanos. No entanto, agora essa parceria tende a se fortalecer se tudo der certo no treinamento da APOPO (sigla que em holandês significa Desenvolvimento de Produtos para Remoção de Minas Terrestres Anti-Pessoal).

Nesta organização sem fins lucrativos, os ratos estão aprendendo a encontrar pessoas em meio aos escombros de uma tragédia. Nesse sentido, essa função dos roedores se soma a outras inúmeras tarefas que a entidade em questão conseguiu ensinar os ratos a praticarem.

Fonte: APOPO / Divulgação

Companheiros dos cachorros

A princípio, lembramos dos cães quando o assunto é farejar pessoas desaparecidas. Porém, agora os roedores também poderão ser um radar extra nessa missão que pode salvar inúmeras vidas.

Por isso, a APOPO recrutou alguns ratos da espécie Cricetomys ansorgei, os quais estão por todos os lados na Tanzânia, país africano. Do mesmo modo que os cães, esses seres vivos também possuem um olfato muito potente e obedecem aos seus treinadores com facilidade.

Além disso, eles podem se enfiar por espaços menores na procura por pessoas, em função de seu tamanho reduzido. Inclusive, é mais prático até de se transportar para as missões de resgate que equipes de bombeiros podem enfrentar todos os dias.

Sendo assim, o começo do treino envolve a socialização dos ratos. Ou seja, nesse estágio, eles convivem com os treinadores e com o lugar em que vão atuar.

Depois disso, esses roedores aprendem a responder a estímulos básicos. Nesse sentido, os treinadores demonstram aos animais que ao ouvirem uma buzina fazer “bipe”, eles devem seguir o som e retornar até onde o adestrador está.

Por fim, os ratos passam pela especialização de se trabalhar em uma situação de resgate. Dessa forma, a missão dos treinadores agora é ensinar o rato a retirar uma bola de borracha da mochila sempre que se depara com um ser humano em meio aos escombros.

Assim, essa bolinha aciona um microinterruptor, o qual emite um sinal à equipe de socorro. Com isso, os socorristas entendem onde está o ser humano encontrado pelo roedor.

Ratos: um dos melhores amigos do homem

A propósito, vale lembrar que essa tecnologia é apenas um protótipo, já que a a versão que vai a campo em 2023 tende a contar com outras ferramentas. Entre elas, estão um informe de localização, uma câmera de vídeo e até mesmo uma estrutura de comunicação que permita aos socorristas falar com as vítimas.

Essa necessidade de dialogar se deve ao fato do sobrevivente precisar reconhecer o rato de resgate para tomar as devidas providências que lhe salvarão. Por isso, enquanto realizam a missão, os roedores podem andar pelos escombros reproduzindo uma mensagem pré-gravada com uma voz da equipe de socorro.

Com toda essa equipagem, os ratos vão ganhar mais uma função benéfica à vida humana, já que esses roedores também auxiliam em outras áreas. Um delas é no desarme de minas terrestres, tarefa que tem como maior protagonista o rato Magawa, que morreu em janeiro depois de oito anos de serviço.

Fonte: APOPO / Divulgação

Durante sua jornada, ele chegou a encontrar mais de 100 minas terrestres. Além disso, outros tipos de explosivos também caíram no forte olfato do animal, o que auxiliou muito os esquadrões antibombas.

Fora isso, os roedores na mãos da APOPO também servem para detectar condições patológicas. Na Tanzânia e na Etiópia, os treinadores ensinaram esses ratos a detectaram a tuberculose através do muco que a pessoa solta enquanto tosse.

Conforme já foi dito, o uso dos roedores em missões de resgate vai ocorrer em 2023. O país que vai hospedar a novidade é a Turquia, nação que vai ter em seu rol de buscas a opção de receber a ajuda dos infiltrados ratos.

Fonte: Super Interessante.

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