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Pergaminho gigante do ”Livro dos Mortos” foi descoberto em um antigo cemitério egípcio

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Não há dúvida, as constantes descobertas arqueológicas têm ajudado a definir cada vez mais o passado. É por meio dessas descobertas, que entendemos melhor as culturas que fizeram parte da história, e é por conta dos inúmeros estudos científicos, que mudamos completamente a nossa compreensão do passado.

Essas descobertas parecem não ter fim. Tanto que um templo funerário, pertencente à rainha Nearit, foi descoberto no cemitério egípcio de Saqqara perto da pirâmide do seu marido, o faraó Teti. Ele governou o Egito entre 2323 a.C até 2291 a.C.

O templo é feito de pedra e tem três armazéns de tijolos de barro do seu lado sudeste. Eram neles que ficavam as oferendas feitas à rainha e ao seu marido. Os arqueólogos também encontraram, perto da pirâmide, vários túmulos com restos mortais de pessoas que viveram nas dinastias 18 e 19 do Egito.

Os enterros dessas pessoas, provavelmente, eram parte do culto de adoração a Teti depois da sua morte. Esse culto parece ter continuado por mais de um milênio com as pessoas querendo ser enterradas perto da pirâmide do faraó. A equipe descobriu, até o momento, 50 caixões de madeira. Além de uma grande quantidade e variedade de objetos.

Livro dos Mortos

Um dos objetos encontrados nos túmulos foi um papiro de quatro metros de comprimento que tinha o capítulo 17 do “Livro dos Mortos”. Ele é um manuscrito que os antigos egípcios usavam para ajudar a guiar os mortos na vida após a morte.

O dono desse papiro era Pwkhaef. Nome que estava escrito no papiro. O mesmo nome foi encontrado em um dos caixões de madeira e em quatro estátuas shabti que eram destinadas a servir o morto na sua vida após a morte.

Atualmente, os cientistas estão analisando o texto do Capítulo 17. No entanto, se sabe que esse capítulo tem uma série de perguntas e respostas. Ele servia como uma espécie de cola para as pessoas conseguirem navegar na vida após a morte.

Além do pedaço do “Livro dos Mortos”, a equipe descobriu uma estela, que é um espécie de pedra erguida, que pertencia a um homem chamado Khaptah. Ele foi identificado como sendo supervisor da carruagem militar do faraó e da sua esposa, Mwtemwia.

Outras descobertas

Na parte superior da estela é mostrado o casal homenageando Osíris, o deus do submundo. E na parte inferior o casal está sentado em cadeiras com seis dos seus filhos na sua frente.

Os arqueólogos não tem certeza qual faraó Khaptah serviu. Mas é possível qeu tenha sido Ramsés II, que reinou entre 1279 a 1213 a.C. Até porque ele foi um faraó conhecido pelas suas campanhas militares que expandiram o império do Egito até a Síria.

Outras descobertas também foram feitas nos túmulos perto da pirâmide. Dentre elas, um machado de bronze, jogos de tabuleiro, estátuas de Osíris e várias múmias. Incluindo a de uma mulher que parece ter sofrido com uma febre que era comum no Mediterrâneo. Era um distúrbio genético que causava febre recorrente e inflamação do abdômen, articulações e pulmões.

Também foi encontrado um santuário a Anúbis e estátuas do deus.

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