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Ter pessoas vivendo mais é uma boa notícia para a economia

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Ter pessoas vivendo mais é uma boa notícia para a economia

No ano de 2018, o número percentual de pessoas com 65 anos ou mais se tornou maior que o número de crianças de cinco anos no mundo. Dessa forma, em toda a história da humanidade, essa é a primeira vez que isso acontece e os números tendem a aumentar. Em pouco tempo, o número de pessoas com 80 anos ou mais irá triplicar. Em 2019, esse número era de 143 milhões, em 2050 será de 426 milhões. No entanto, ao contrário do que muitos apontam, ter pessoas vivendo mais é uma boa notícia para a economia.

Muito disso se deve porque a taxa de natalidade global vem caindo desde a metade do século passado. Além disso, vale lembrar que as pessoas não estão apenas envelhecendo, mas também, aumentando a expectativa de uma vida saudável. Portanto, diferente do que muitos acreditam, essas pessoas também são consumidores, trabalhadores e empreendedores. Em outras palavras, a população mais velha continua girando a economia global.

Para muitos especialistas, o conceito de vida adulta precisa ser mudado

No ano de 2015, os americanos com 50 anos, ou mais, geraram quase oito trilhões de dólares em atividades econômicas. E, de fato, não há como negar que os idosos estão impulsionando uma parcela considerável da atividade econômica do mundo. Por isso, é preciso reconsiderar o conceito que temos de terceira idade e de ter pessoas vivendo mais. Para Joseph Coughlin, por exemplo, diretor do AgeLab do Instituto de Tecnologia de Massachusetts e especialista no assunto, “estamos falando agora de uma nova fase da vida, que equivale à última parte da vida adulta”.

Para os especialistas no assunto, estamos falando de uma chamada “economia da longevidade”, que representa uma oportunidade de crescimento ainda não explorada. E claro, um desafio a velhice como a conhecemos. Afinal, geralmente, o envelhecimento de uma sociedade é tido como negativo, uma vez que reduziria a força de trabalho e ainda aumentaria a demanda dos sistemas de saúde. No entanto, para Coughlin e outros pesquisadores, essa situação pode ser contornada.

As empresas precisam oferecer o que as pessoas mais velhas realmente querem

De acordo com Coughlin, os números de envelhecimento das populações são significativos. Entretanto, o que devemos fazer é não deixar a ideia do senso comum de “velhice” atrapalhar possíveis encaminhamentos para essa questão. Isso porque, essa ideia não necessariamente consiste em como é realmente é a vida na terceira idade. Nesse sentido, em uma visão de oportunidade econômica, é preciso dar as pessoas mais velhas o que elas querem e buscam e não ao que supostamente elas precisam.

Segundo um relatório da KPMG de 2017 que envolvia consumidores e realizado online em 51 países, pessoas nascidas entre 1946 e 1964 gastam em média US$ 203 em compras online. Enquanto, por outro lado, as gerações mais jovens e, supostamente, mais conectados com esse tipo de consumo, gasta cerca de US$ 173.

Atualmente, o maior mercado para entendermos melhor a economia da longevidade é o Japão. Isso porque, estamos falando da nação que mais envelhece rápido no mundo, onde mais existem pessoas vivendo mais. Assim, muito da rotina e cultura do país foram adaptados para fazer com gerações distintas aproveitem das mesmas atividades. Isso inclui, piscinas, férias, viagens, esportes e até aulas de dança. De toda maneira, ainda que tenhamos o Japão como exemplo, o resto do mundo irá gradualmente aprender a lidar com essas questões.

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