Planeta Terra está mais próximo de perder suporte à vida, diz relatório

Avatar for Bruno DiasBruno DiasCuriosidadessetembro 27, 2024

Falar de como surgiu a vida na Terra pode ser uma questão difícil. Por essa razão, o mistério de como surgiu a vida no nosso planeta rendeu vários estudos científicos para achar uma resposta definitiva. No entanto, agora a preocupação pode ser outra. No caso, a Terra perder o suporte à vida.

Nesse ponto, o mais novo problema é a acidificação dos oceanos. Ou seja, é mais um limite planetário que a civilização está prestes a quebrar, ou melhor, já é possível que tenha quebrado. Essa é a visão dos cientistas no último relatório sobre o estado dos sistemas de suporte à vida na Terra.

O relatório foi publicado na segunda-feira dessa semana pelo Instituto de Pesquisas sobre os Impactos Climáticos de Potsdam (PIK) e é baseado em anos de pesquisas a respeito dos noves sistemas e processos que ajudam na estabilidade das funções de suporte à vida no planeta.

Os sistemas são conhecidos como “limites planetários” e foram estabelecidos 15 anos atrás. Eles representam os limites que não deveriam ser ultrapassados para que a segurança da humanidade seja mantida.

Contudo, isso não quer dizer que eles sejam respeitados. Tanto que, dos nove, seis já foram quebrados pela ação humana. Foram eles:

  1. mudanças climáticas;
  2. desmatamento;
  3. perda de biodiversidade;
  4. introdução e proliferação de produtos químicos sintéticos;
  5. escassez de água;
  6. equilíbrio do ciclo do nitrogênio.

Atualmente, tudo indica que estamos caminhando para que o sétimo limite seja rompido. No caso, ele é a acidificação dos oceanos. Depois dele, restam: carregamento de aerossóis atmosféricos e destruição do ozônio estratosférico.

Terra perdendo suporte à vida

Gizmodo

De acordo com Levke Caesar, física climática responsável pelo relatório, existem dois motivos para a acidificação dos oceanos ser um motivo de preocupação. Conforme ela, esse indicador de acidificação dos oceanos, que é o estado de saturação atual da aragonita, está passando do limite que é tido como seguro.

Isso está acontecendo por conta da absorção das emissões de CO2. Então, conforme as emissões aumentam, o pH da água vai diminuindo e isso prejudica corais, conchas e plânctons. Ou seja, toda uma cadeia alimentar corre risco.

Além disso, a acidificação diminui a capacidade dos oceanos absorverem o CO2 da atmosfera. Outro ponto mostrado no relatório é a relação entre os limites planetários, ressaltando que a integridade da biosfera tem uma interligação com à acidificação dos oceanos.

Por conta de tudo isso que Caesar pontua a necessidade de ações coordenadas e conjuntas para que essa situação de risco do suporte à vida na Terra seja revertida. “Uma abordagem separada ignora o fato de que os componentes dos sistemas da Terra estão em constante interação, formando uma grande rede cujas mudanças em uma área podem afetar outros setores”, disse ela.

Fonte: Gizmodo

Imagens: Gizmodo

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