Por que existem duas tensões elétricas no Brasil?

POR A redação    EM Mistérios & Horror      29/08/15 às 15h55

A história da energia elétrica no Brasil é marcada por várias fases. Em 1879 o imperador Dom Pedro II permitiu que Thomaz Edison introduzisse a eletricidade no país. O líder máximo do império permitiu que o cientista trouxesse suas invenções para modernizar o sistema de iluminação pública.

Só em 1881 que foi instalado em vias públicas um sistema de iluminação elétrica. Quem teve a iniciativa foi a Diretoria Geral dos Telégrafos. O local da instalação é conhecido atualmente como a Praça da República.

Nosso país teve sua primeira usina usina hidrelétrica em 1883, localizada no Ribeirão do Inferno, na cidade de Diamantina. O Brasil, inclusive, foi o primeiro país da América do Sul que instalou o primeiro serviço público de eletricidade.

Não existia um "padrão" na rede elétrica do país. Só em 1903 que começou a ser regulamentado pelo Congresso Nacional o uso de energia elétrica no país. Diversas empresas estrangeiras entraram em operação no país e implantaram seus próprios sistemas de distribuição de eletricidade.

No governo de Getúlio Vargas em 1934, foi implantado o famosos "Código de Águas", que tinha como objetivo assegurar ao governo a possibilidade de controlar as concessionárias de energia elétrica e evitar conflitos na distribuição.

O início do século 20, a maioria das empresas que atuavam na região sudeste eram de origem canadense. No Canadá, a tensão é de 110 volts e esse foi um dos fatores que influenciaram a escolha dessa voltagem. O sistema foi diferente na região nordeste, norte e centro-oeste.

O padrão de 220 volts, mais moderno e atual foi implantado em regiões que receberam energia elétrica um bom tempo depois da implantação do sistema elétrico no país. Atualmente, o custo seria altíssimo para padronizar a rede elétrica no país, o que levou a ser inviável um novo projeto.

Qual é o melhor?

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Tecnicamente, não existem muitas diferenças entre as tensões elétricas. Entretanto, a padrão de 220 volts pode ser econômico em determidas situações.

"Considerando-se alguns padrões de funcionamento, uma geladeira funcionando no 220V economiza menos de 10% de energia se comparada a uma de 110V. Mas já uma secadora de roupas ligada no 220V gasta, em média, 30% a menos, uma economia expressiva", destacou Luiz Nunes de Oliveira, docente do Grupo de Física Teórica do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP).

Fonte: IFSC

A redação
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL

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