Proteína cerebral mortal é desenvolvida pela primeira vez em laboratório

POR Mateus Graff    EM Ciência e Tecnologia      08/06/18 às 19h20

Vocês já ouviram falar em príons? Provavelmente não! Pois bem, os príons são proteínas terríveis que são responsáveis por várias doenças cerebrais infecciosas e devastadoras. O problema é que pela primeira vez cientistas conseguiram sintetizar um príon artificial em um laboratório. Mas será que é motivo para ficar em pânico? Felizmente não, caros leitores.

Na verdade, em vez de começar algum tipo de pandemia de zumbis, essa proteína pode ajudar a desenvolver tratamentos para doenças. "Essa conquista representa um divisor de águas", diz o neurologista Jiri G. Safar, da Case Western Reserve School of Medicine. A gente conta um pouco mais dessa história para vocês.

Príons desenvolvidos em laboratórios

Até agora, a nossa compreensão de príons no cérebro tem sido limitada. Ser capaz de gerar príons humanos sintéticos em um tubo de ensaio, como foi feito, nos permitirá alcançar uma compreensão muito mais rica da estrutura e replicação, explicam os especialistas.

Uma vez que os pesquisadores entendem os aspectos dos príons, eles ficam mais informados para desenvolver os tipos de drogas que podem retardar essas proteínas no cérebro, impedindo potencialmente sua disseminação devastadora.

Sendo proteínas que deram errado, eles se dobram de formas anormais. Quando se ligam a proteínas normais no cérebro, elas induzem a dobrar anormalmente, causando um efeito cascata que cria buracos microscópicos e transformam o cérebro um uma esponja.

Esse dano cerebral incontrolável causa demência e perda de controle corporal, levando à morte. E, assim como a doença da vaca louca, ela também pode se mover entre outros animais e seres humanos.

As doenças por príons são raras - apenas cerca de 300 casos por ano são relatados nos EUA, mas geralmente progridem rapidamente e são atualmente incuráveis, tornando-se uma doença particularmente assustadora.

No passado, os pesquisadores conseguiram projetar príons de roedores, mas estes não eram infecciosos para humanos, de acordo com experimentos com camundongos humanizados.

Essa notícia pode parecer assustadora, mas acreditem, essa descoberta foi um grande bem para humanidade. Mas e você, já sabia da existência dos príons? Não esqueça de comentar aqui embaixo pra gente!

Mateus Graff
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL

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