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Pulseira alerta quando o paciente terá um ataque epiléptico

pulseira
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Pesquisas realizadas ao longo de vários anos indicaram que uma pulseira digital pode prever ataques epiléticos até 30 minutos antes que eles ocorram. Esse é um avanço importante para pessoas que sofrem com a condição, já que o fato de não saber em que momento uma crise terá início limita atividades cotidianas, visto que elas podem surgir a qualquer momento. 

A pulseira Embrace foi desenvolvida pela startup Empatica e age como um dispositivo detector de crises epilépticas tônico-clônicas bilaterais (conhecidas como convulsões). Ela envia sinais de alerta aos familiares quando uma crise vai começar.

Empatica

A partir do momento em que a pessoa sabe que está prestes a passar por um episódio epiléptico, é possível recorrer a medicações de ação rápida. Além disso, outra possibilidade são as terapias de neuromodulação, que previnem ou reduzem a gravidade das crises. Dessa forma, fica provada a importância da pulseira. 

Vale ressaltar que mais de três milhões de brasileiros convivem com a epilepsia, que é uma enfermidade neurológica que atinge o cérebro. Os principais sintomas da doença incluem contrações involuntárias dos músculos. 

O estudo

A pesquisa de monitoramento de crises foi realizada no Laboratório do MIT, e mais tarde no Boston’s Children Hospital, todos em Boston, nos Estados Unidos. As duas instituições de renome, estão por trás da criação do aparelho. Em um estudo clínico, 135 pacientes diagnosticados com epilepsia foram monitorados enquanto utilizavam a pulseira Embrace. 

Destes pacientes, foram registradas 6.530 horas de dados ao longo de 272 dias, incluindo 40 crises generalizadas tônico-clônicas, sendo que a Embrace foi capaz de detectar 100% das crises epilépticas tônico-clônicas bilaterais. Dessa forma, os resultados foram promissores e ficou constatado que a pulseira consegue cumprir a função de prever e avisar aos responsáveis sobre as crises.

Como a pulseira funciona

A pulseira pode ser colocada no pulso ou até mesmo no tornozelo da criança ou adulto que sofre com os episódios de epilepsia. No caso das crianças, a situação é ainda mais delicada e, se os cuidadores forem avisados com antecedência, as medidas necessárias podem ser tomadas. Isso ajuda a prevenir a Morte Súbita e Inesperada na Epilepsia (SUDEP, sigla em inglês).

Empatica

A face quadrada da pulseira possui um anel que acende para apresentar hora, nível de estresse e crises epilépticas. Ela dispõe de aplicativos para detectar crises e para avisar quando o nível de estresse passar de um certo nível definido e mesmo monitorar movimento e sono. Sua bateria é recarregável e dura em torno de uma semana.

Se o dispositivo detecta uma crise epiléptica, a pulseira vibra, para que o usuário indique se houve um alarme falso. Caso ele não responda, o dispositivo irá se conectar ao seu smartphone para alertar algumas pessoas, como médicos e familiares. Na Europa, a pulseira já está aprovada como um dispositivo médico para monitoramento e alerta de crises epilépticas desde abril de 2017. 

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