Curiosidades

Quais as diferenças entre o trem-bala e o trem comum?

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O trem de alta velocidade, apelidado de trem-bala, é um meio de transporte que, embora exista há muitos anos, ainda é motivo de curiosidade e fascínio. Isso porque o veículo é capaz de levar centenas de passageiros e se deslocar a velocidades médias de 250 km/h. Na Europa e na Ásia esse meio de locomoção é muito comum e transporta milhares de pessoas diariamente. 

Em teoria, um trem-bala não é tão diferente de um trem comum. Além da velocidade, a maior diferença está nos trilhos e nas rodas. Na verdade, a maior diferença está no local em que o trem se desloca. No Brasil, por exemplo, existe uma grande quantidade de linhas férreas da época do Império. Os trens que passam por ela precisam ter velocidade limitada de 30 a 40 km/h, já que os trilhos não sustentam veículos potentes, por serem estruturas antigas e pouco tecnológicas. 

O metrô, por sua vez, tem uma fundação bem apropriada, trilhos alinhados e anda em geral de 70 a 80 km/h, mas consegue chegar a mais. Já um trem-bala, que só é assim considerado se atingir velocidades superiores a 200 km/h, precisa de uma estrutura totalmente adaptada para ele. Seria impossível colocar um veículo assim em trilhos feitos para trens que andam a 30 km/h. Qualquer tentativa nesse sentido pode ser desastrosa e fatal.

Como o trem-bala surgiu? 

O primeiro trem de alta velocidade foi inaugurado no início de outubro de 1964, pouco antes da Olimpíada realizada em Tóquio nesse mesmo ano. O primeiro Shinkansen, como o trem é chamado no Japão, foi construído para realizar o trajeto entre Tóquio e Osaka, que são as maiores cidades do país e estão separadas por 397 km. 

Se realizada por meio dos trens tradicionais, a viagem entre as duas chega a seis horas de duração. Com a primeira versão do Shinkansen, a viagem passou a levar quatro horas. Um ano depois, o trem-bala foi aprimorado para realizar a viagem em pouco mais de três horas.

Apesar do Japão ter sido pioneiro na tecnologia, países europeus e os Estados Unidos desenvolveram suas próprias versões de trens de alta velocidade, sendo que a França foi quem se destacou como referência para os demais. O primeiro trem-bala francês surgiu em 1981. Os trens-bala da França se tornaram tão significativos que a maior marca de velocidade para um trem-bala foi estabelecida em 2007 por um trem francês. Na ocasião, ele atingiu a velocidade de 574,8 km/h.

Uma característica desses comboios é que eles rodam sobre rodas eletrificadas. Enquanto as locomotivas tradicionais queimam carvão para se mover, os trens-bala utilizam apenas eletricidade. Esse é um ponto vantajoso sobre trens comuns, já que estes liberam muitos gases poluentes no meio ambiente. Além disso, há a possibilidade de que a eletricidade utilizada nos trens-bala sejam oriundas de fontes limpas de obtenção de energia, o que torna a alternativa ainda mais sustentável. 

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Em relação aos aviões, os trens-bala adquirem vantagem no sentido de que, em muitos países, não é mais possível expandir a linha aérea. A linha ferroviária, por sua vez, ainda pode ser bastante explorada e servir como uma ótima opção de deslocamento. Já em relação aos carros, esses comboios podem ser vantajosos porque são muito mais rápidos e transportam uma quantidade muito maior de pessoas de uma só vez.

No Brasil, há 10 anos discutia-se a criação de um trem-bala que ligaria São Paulo ao Rio de Janeiro e operaria na velocidade de 285 quilômetros por hora. A previsão era de que a obra fosse entregue em 2014, antes da Copa do Mundo realizada no país. No entanto, as etapas iniciais de aprovação do projeto não avançaram.

O Maglev

Além dos trens de alta velocidade que circulam por trilhos tradicionais existem os comboios de levitação magnética, conhecidos como maglev. Os experimentos com essa tecnologia datam do início do século 20, mas a aplicação em trens comerciais só ocorreu no Reino Unido em meados de 1980, com composições que circulavam com velocidades baixas.

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O maglev é o trem comercial mais rápido da atualidade e está localizado nos arredores de Xangai, na China. Esse meio de transporte pode alcançar a velocidade de 430 km/h e é movido a base de ímãs de um lado e eletroímãs do outro. O trem, literalmente, levita. Em testes, o maglev já ultrapassou a barreira dos 600 km/h. No entanto, durante as viagens comerciais normais o trem não costuma ultrapassar a faixa dos 430 km/h. 

O maglev não encosta nos trilhos por conta da levitação e, assim, não há atrito direto. Esse é um ponto positivo em relação a outros trens, já que não há a necessidade de manutenção constante de trilhos e rodas. A longo prazo, essa característica se torna econômica frente a outros tipos de trens, embora a construção do veículo seja mais cara. 

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