
O universo sempre foi um tema de grande interesse para nós. Ele é muito maior do que podemos imaginar e tentar idealizar. Sua imensidão e todo o desconhecido que o circunda atiçam a curiosidade de todos os cientistas e até mesmo de pessoas que não tem uma formação acadêmica na área. Por isso vários estudos e descobertas são feitas.
Como no caso dessa equipe formada por cientistas dos EUA, Alemanha, Reino Unido, Itália, China e Canadá, usando o Telescópio Espacial James Webb (JWST), da NASA, que detectou o primeiro vento galáctico de grande escala, impulsionado por um quasar alimentado por buraco negro supermassivo.
Segundo o estudo, o vento do quasar, que é uma sigla de “fonte de rádio quase-estelar”, está empurrando gás e poeira da galáxia em velocidades extremamente altas. Por conta disso, a formação de novas estrelas está sendo interrompida.
Essa descoberta da equipe aconteceu no quasar J1007+2115 que está tão distante de nós que é visto como ele era milhões de anos depois do Big Bang. Para se ter uma noção, nessa época, o universo tinha somente 5% da sua idade atual.

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O vento que o quasar está soprando está a mais de sete milhões de quilômetros por hora e se estende por 7.500 anos-luz. E ele está retirando o gás e a poeira da sua galáxia hospedeira, o que está impedindo que estrelas se formem.
Mesmo o J1007+2115 não sendo o quasar mais antigo que já foi observado, ele é o mais antigo que se conhece apresentando esse tipo de vento em larga escala. E Weizhe Liu, líder da equipe de pesquisa e cientista da Universidade do Arizona, nos EUA, falou sobre a importância de eles terem feito essa detecção.
“É o terceiro quasar mais antigo e o terceiro mais distante alimentado por um buraco negro supermassivo conhecido hoje. Até onde sabemos, esse vento impulsionado por quasar em escala galáctica é atualmente o mais antigo conhecido”, disse ele.
Ainda conforme ele, os ventos que os buracos negros supermassivos geram podem ter força suficiente para conseguir “matar” a galáxia porque a priva dos componentes necessários para que as estrelas nasçam.
O estimado é que o buraco negro que está no coração de J1007+2115 tenha massa de aproximadamente um bilhão de vezes a do nosso sol. Mesmo assim, por conta da expulsão de material, a alimentação dele acabou sendo cortada e isso consequentemente pode desacelerar o desenvolvimento dele. Com tudo isso acontecendo é sugerido que a galáxia que hospeda esse quasar pode estar no processo de se tornar uma galáxia morta.
Fonte: Olhar digital
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