
Todos os dias somos “banhados” por radiação cósmica: partículas vindas do espaço profundo que atravessam a atmosfera e, às vezes, chegam até nós. Soltas no universo, essas partículas não fazem você voar e nem ficar invisível – como nos filmes.
É um tipo de radiação ionizante, de alta energia, capaz de arrancar elétrons dos átomos. Ao entrar em contato com tecidos humanos, pode gerar radicais livres, quebrar moléculas e alterar o DNA celular.
Ela pode ser encontrada em regiões de altitude elevada, locais de montanhas (no Chile por exemplo), no espaço e em voos de avião. Isso porque, em maiores alturas, a atmosfera nos protege menos.
Isso pode gerar 2 tipos de efeitos:
Em missões espaciais ou, até mesmo, em aviões voando altas atitudes, a exposição à radiação galática é até 20 vezes maior do que a dose permitida na Terra para um ano inteiro.
O ambiente espacial é caracterizado por radiação complexa, com riscos a longo prazo que não conseguimos medir com precisão – fala de especialistas em radiobiolgia espacial.

“…em maiores alturas a atmosfera nos protege menos…”
A SAR (Síndrome Aguda de Radiação) aparece se a exposição é alta e rápida: náuseas, vômitos, queda de cabelo, fraqueza, infecções graves e até morte, conforme o grau da “dose”.
Ademais, em exposições prolongadas e mais baixas, mesmo sem sintomas imediatos, o dano ao DNA pode reverberar por gerações, elevando riscos de câncer como leucemia, dos ossos, fígado, pulmão e etc.
No caso do acidente em Goiânia (Césio 137), o pesquisador Daniel Perez Vieira, do IPEN, alerta:
A dose depende de distância, tempo de exposição e energia da radiação… Em Goiânia a exposição ocorreu muito próxima à fonte, com efeitos devastadores.
Em suma, a radiação cósmica não concede poderes, mas pode causar sérios estragos no organismo. Mesmo sem sintomas imediatos, a exposição acumulada pode ter efeitos devastadores.
Enfim, especialistas aconselham cautela, proteção e respeito às medidas de radioproteção, especialmente, em profissões ou trajetos expostos.






