Com o passar dos anos em nossa história, a evolução da tecnologia, do armamento das nações e a iminência de nosso mundo acabar foi ficando cada vez mais visível e imaginável. Tanto é verdade que desde 1940, o Boletim dos Cientistas Atômicos está monitorando as ameaças nucleares em nosso planeta.

E o que eles classificaram como o 'novo anormal' foi o aumento das tensões entre potências nucleares e a falta de ações com relação às mudanças climáticas. Outros problemas também são apontados por eles como a cibersegurança e a ciberguerra.

E esse monitoramento é feito através do 'relógio do fim do mundo'. E atualmente, ele está marcando 23:58, ou seja, dois minutos para a meia-noite que é considerado o horário do apocalipse nuclear. E essa é a terceira vez que o relógio se aproxima tanto de uma catástrofe global, segundo a presidente e diretora executiva da organização, Rachel Bronson.

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A primeira vez foi em 1953, no auge da Guerra Fria com os testes de bombas nucleares feitos pelos EUA e pela União Soviética. E a outra vez que o relógio teve seus ponteiros ajustados foi em 2018, quando a Coreia do Norte estava fazendo seus testes nucleares.

"O fato de o relógio não ter mudado é uma má notícia", afirmou Robert Rosner, astrofísico da Universidade de Chicago e presidente do Conselho de Ciência e Segurança do Boletim. "Onde estamos é muito perto do desastre".

Fatores

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Segundo Herb Lin,pesquisador de segurança e políticas na Universidade Stanford e membro do Boletim, os ataques cibernéticos feitos em 2018, com a intenção de atrapalhar o fluxo de informações, fizeram com que as populações ficassem polarizadas e abalaram a confiança na ciência. "É o uso mais traiçoeiro de ferramentas cibernéticas para explorar as fraquezas da cognição e do pensamento humano", disse Lin.

Outra coisa observada pelo Boletim foi o rompimento da conversa sobre armas entre a Rússia, China e Estados Unidos. E segundo a pesquisadora de segurança e política da Universidade George Washington, Sharon Squassoni, o plano americano de construir o seu próprio arsenal de armas nucleares poderia desencadear uma corrida armamentista.

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Além da questão das armas, as grandes nações também não estão diminuindo as emissões de gases de efeito estufa na velocidade em que tem que fazer para que o acordado no Acordo Climático de Paris seja cumprido. E ao invés de diminuir, alguns países como Estados Unidos e alguns da Europa, aumentaram as suas emissões.

"Nossa falha em impedir o aumento das emissões é um ato de negligência grosseira", declarou Susan Solomon, química do Instituto de Tecnologia de Massachusetts. “O novo clima anormal que temos é extremamente perigoso, e nos movemos para um caminho que ainda tornará nosso futuro ainda pior".

Publicado em: 29/01/19 13h27