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Relógio do Apocalipse marca 23:58, dois minutos para o fim do mundo

POR Bruno Dias EM Curiosidades 29/01/19 às 13h27

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Com o passar dos anos em nossa história, a evolução da tecnologia, do armamento das nações e a iminência de nosso mundo acabar foi ficando cada vez mais visível e imaginável. Tanto é verdade que desde 1940, o Boletim dos Cientistas Atômicos está monitorando as ameaças nucleares em nosso planeta.

E o que eles classificaram como o 'novo anormal' foi o aumento das tensões entre potências nucleares e a falta de ações com relação às mudanças climáticas. Outros problemas também são apontados por eles como a cibersegurança e a ciberguerra.

E esse monitoramento é feito através do 'relógio do fim do mundo'. E atualmente, ele está marcando 23:58, ou seja, dois minutos para a meia-noite que é considerado o horário do apocalipse nuclear. E essa é a terceira vez que o relógio se aproxima tanto de uma catástrofe global, segundo a presidente e diretora executiva da organização, Rachel Bronson.

A primeira vez foi em 1953, no auge da Guerra Fria com os testes de bombas nucleares feitos pelos EUA e pela União Soviética. E a outra vez que o relógio teve seus ponteiros ajustados foi em 2018, quando a Coreia do Norte estava fazendo seus testes nucleares.

"O fato de o relógio não ter mudado é uma má notícia", afirmou Robert Rosner, astrofísico da Universidade de Chicago e presidente do Conselho de Ciência e Segurança do Boletim. "Onde estamos é muito perto do desastre".

Fatores

Segundo Herb Lin,pesquisador de segurança e políticas na Universidade Stanford e membro do Boletim, os ataques cibernéticos feitos em 2018, com a intenção de atrapalhar o fluxo de informações, fizeram com que as populações ficassem polarizadas e abalaram a confiança na ciência. "É o uso mais traiçoeiro de ferramentas cibernéticas para explorar as fraquezas da cognição e do pensamento humano", disse Lin.

Outra coisa observada pelo Boletim foi o rompimento da conversa sobre armas entre a Rússia, China e Estados Unidos. E segundo a pesquisadora de segurança e política da Universidade George Washington, Sharon Squassoni, o plano americano de construir o seu próprio arsenal de armas nucleares poderia desencadear uma corrida armamentista.

Além da questão das armas, as grandes nações também não estão diminuindo as emissões de gases de efeito estufa na velocidade em que tem que fazer para que o acordado no Acordo Climático de Paris seja cumprido. E ao invés de diminuir, alguns países como Estados Unidos e alguns da Europa, aumentaram as suas emissões.

"Nossa falha em impedir o aumento das emissões é um ato de negligência grosseira", declarou Susan Solomon, química do Instituto de Tecnologia de Massachusetts. "O novo clima anormal que temos é extremamente perigoso, e nos movemos para um caminho que ainda tornará nosso futuro ainda pior".


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