
O relojoeiro russo Konstantin Chaykin, fundador de uma relojoaria independente que leva seu nome, apresentou o protótipo do ThinKing, o relógio mais fino do mundo. O protótipo apresenta apenas 1,65 milímetros de espessura. Este modelo promete superar o prestigiado “Octo Finissimo Ultra Mark II” da Bulgari, que tem 1,7 milímetros de espessura.
Chaykin revelou o ThinKing pela primeira vez na feira Geneva Watch Days, realizada na Suíça na semana passada. Além da espessura impressionante, o relojoeiro acredita que seu modelo seja um dos mais leves do mundo, pesando apenas 13,3 gramas, sem incluir a pulseira.
O nome ThinKing reflete o processo intenso de desenvolvimento, no qual Chaykin se dedicou por mais de seis meses a analisar todas as informações disponíveis para criar o relógio.
Ele se questionou de porquê não dar a ele um nome à altura. Em determinado momento, percebeu que ThinKing seria a escolha ideal. A ambiguidade desse nome permite que ele seja interpretado tanto como ‘O Relógio Nascido do Pensamento’ quanto ‘O Rei dos Relógios Finos’, explicou Chaykin em seu site.

Via InfoMoney
De acordo com Konstantin Chaykin, o ThinKing é fabricado com aço inoxidável e carboneto de tungstênio, um material excepcionalmente rígido, mas leve.
Sua espessura ultrafina é possível graças a um tambor de mola principal muito fino, que não possui tampas.
Considerando a necessidade de materiais extremamente resistentes mesmo em espessuras reduzidas, o fabricante está avaliando o uso de safira ou diamante para versões futuras.
Além disso, para minimizar o risco de deformação do relógio mais fino do mundo, Chaykin desenvolveu uma pulseira de couro especial com inserções elásticas e suportes flexíveis de titânio, que ajudam a absorver impactos durante o uso.
A precisão e a autonomia do ThinKing ainda estão em fase de testes. Segundo Chaykin, a versão final do relógio sairá na feira Watches & Wonders, em Genebra, em abril de 2024.
Embora o relógio ainda não esteja pronto para produção em série, Chaykin não descarta essa possibilidade no futuro. “O tempo dirá”, afirma o relojoeiro, que ainda não divulgou o preço do item.
O relógio mais fino do mundo também pode apresentar desafios em questão de design e funcionamento dos seus sistemas e peças.
A principal dificuldade é garantir que todos os componentes, como o mecanismo de movimento, a mola principal e os mostradores, funcionem corretamente dentro de um espaço tão pequeno.
Afinal, a redução da espessura pode afetar a durabilidade e a resistência dos componentes. Materiais mais finos podem ser mais suscetíveis a danos e desgaste, exigindo o uso de materiais especialmente resistentes ou tratamentos específicos.
Além disso, sistemas de movimento mais finos podem ter dificuldades em manter a precisão, uma vez que pequenas variações no tamanho e na construção podem afetar a funcionalidade do relógio.

Via InfoMoney
Outro desafio considerável é que relógios muito finos podem ter dificuldades em acomodar molas principais suficientemente grandes ou reservas de energia, o que pode limitar o tempo entre as precisões.
Ainda, um design mais fino pode tornar o relógio mais vulnerável a impactos e choques. Isso pode exigir o desenvolvimento de soluções como suportes elásticos e pulseiras especiais para minimizar o impacto.
Não à toa, o relógio mais fino do mundo e outros modelos semelhantes são considerados itens de luxo, com valores abundantes e inúmeras recomendações de uso.
Na prática, é um acessório para acompanhar determinado momento ou vestimenta, e não, de fato, um item para conferir as horas ou usar todos os dias. Caso contrário, esses desafios impactariam na qualidade do produto e, claro, na precisão das horas.
Mas ainda assim, o ThinKing ainda está em protótipo e na fase de testes. Assim, resolverá parte dessas dificuldades para aprimorar a experiência.
Fonte: InfoMoney






