Seis novas espécies bizarras de esponjas foram produzidas no mar profundo perto da Nova Zelândia
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Seis novas espécies bizarras de esponjas foram produzidas no mar profundo perto da Nova Zelândia

A imensidão dos oceanos abriga um número incontável de criaturas de todos os tipos, além de fenômenos curiosos. Esses lugares têm chances de serem uma das partes mais inexploradas e, por isso, surpreendentes do planeta Terra. Sempre revelando segredos que ninguém imaginava antes.

Justamente por isso, acredita-se que o ser humano ainda não conhece sua totalidade. Ademais, é comum que descobertas recorrentes sejam feitas nesse habitat. Como por exemplo o que vamos abordar agora.

Se descobriu seis novas espécies e um gênero de esponja de vidro, até então, algo desconhecido pela ciência. Estavam em uma profundidade de até 4.820 metros, escondidas nas águas afóticas da costa da Nova Zelândia. Além disso, duas espécies que já eram conhecidas, mas que nunca tinham sido vistas antes nos oceanos da Nova Zelândia foram descobertas pelos cientistas.

Descoberta

Em suma, essas descobertas mostram que a região é bem mais diversa do que se imaginava. Isso pode ajudar a informar e planejar as atividades dos humanos e os esforços que se pode tomar para a conservação.

“A expedição foi um grande sucesso. Os achados foram quase o dobro do número de espécies da família de esponjas Rossellidae encontradas na Nova Zelândia, de nove classes em cinco gêneros a 17 grupos representando oito gêneros”, disse o biólogo marinho Gert Wörheide, da Universidade Ludwig Maximilian de Munique, na Alemanha.

As esponjas de vidro são conhecidas no mundo todo. No entanto são relativamente raras. Elas são bem delicadas e compostas por películas de sílica, uma substância natural localizada com facilidade na areia, a matéria-prima para o vidro.

As águas neozelandesas são locais de fácil localização das esponjas de vidro. Contudo, por conta dos desafios de mapear a biodiversidade do fundo do mar, ainda não está claro o quanto de vida existe nessas profundezas.

Expedição

Por conta disso, uma equipe de cientistas fez uma expedição para explorar a região usando um veículo subaquático operado remotamente (ROV). Em 2017, o navio de pesquisa alemão Sonne estava com o ROV KIEL6000 a bordo. Ele foi projetado para sondar as profundezas do oceano até seis mil metros.

Os pesquisadores exploraram essas profundidades por 31 dias. Com isso, recuperaram mais de 200 espécimes de esponja do fundo do mar. Para identificar os seis grupos desconhecidos os pesquisadores usaram análise de DNA e morfológica.

Das novas famílias, duas eram tão recentes que exigiram um gênero inédito. Os pesquisadores o nomearam Nubes. As espécies recém-descobertas foram: Bathydorus poculum, Scyphidium variospinosum, Caulophacus serpens, C. ramosus, Nubes tubulata e N. poculiformis.

Trabalho

“Nossa expedição descobriu que o mar profundo na costa da Nova Zelândia é consideravelmente mais rico em espécies do que se sabia. No contexto dos planos para expandir a mineração e a pesca em alto mar, essas descobertas fornecem um importante conjunto de dados que podem ajudar nos esforços para proteger esses habitats muito especiais”, disse Wörheide.

Henry Reiswig, o  maior especialista do mundo em esponjas de vidro, da Universidade de Victoria, no Canadá, liderou a pesquisa. Infelizmente, o biólogo faleceu antes do artigo ser publicado. Contudo, seus colegas dedicaram o estudo em sua memória e disseram que vão continuar com a pesquisa em seu nome.

Fonte: https://www.sciencealert.com/six-new-deep-sea-sponge-species-have-been-discovered-off-the-coast-of-new-zealand