Sistema solar tem novo ‘morador’ vindo de fora; entenda o que é o Oumuamua

Avatar for Bruno DiasBruno DiasCuriosidadesdezembro 19, 2024

Desde que o mundo é mundo, os primeiros humanos já eram fascinados pelo céu e pelos astros que eram vistos. Conforme a tecnologia foi avançando e o pensamento científico também foi sendo mais elaborado, o encanto pelo espaço e pelos ambientes ao redor do universo aumentou ainda mais e descobertas melhores puderam ser feitas. Como a NASA detectando em 2017 o primeiro objeto interestelar a entrar no nosso sistema solar: o Oumuamua.

O nome desse objeto é uma palavra havaiana que quer dizer “arauto” ou “mensageiro”. Desde que ele foi descoberto, Oumuamua chamou muita atenção dos cientistas por conta do seu comportamento e da sua aparência.

Alguns pontos que intrigaram os cientistas foram a trajetória e velocidade atípicas para um asteroide, além de ele não ter a cauda brilhante característica de cometas. Como se isso não bastasse, ele também tinha movimentos erráticos que, provavelmente, foram causados pela liberação de gás na sua superfície. Por conta disso os especialistas o classificaram como cometa escuro.

Desde que Oumuamua foi descoberto, mais outros 10 objetos parecidos foram encontrados, conforme foi anunciado semana passada. Eles foram divididos em duas categorias. São elas: os pequenos objetos que foram localizados no sistema solar interior e os maiores que tinham diâmetros maiores do que 100 metros e orbitam além de Júpiter.

Cometas escuros como Oumuamua

Jornal Opção

Como dito, o Oumuamua foi classificado como um cometa escuro. Mas o que esse conceito quer dizer? Ao contrário dos cometas brilhantes, que tem caudas luminosas quando chegam perto do sol, os cometas escuros são mais discretos e costumam ser confundidos com asteroides.

Eles aparecem como sendo pontos de luz tênues, tem órbitas alongadas e elípticas que fazem eles irem para longe, como por exemplo, para a Nuvem de Oort, que fica na periferia do sistema solar.

Além disso, os cometas escuros são menores, entre poucos metros a algumas centenas de metros de largura. Por conta disso, eles tem uma superfície menor para que gás seja liberado e forme caudas visíveis. Eles também giram bem rápido e dispersam o gás e poeira de maneira irregular.

Contudo, eles são importantes para que sejam estudadas e compreendidas a origem e evolução do sistema solar, e os mistérios que rondam a formação dos planetas.

Fonte: Jornal Opção

Imagens: Jornal Opção

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