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Tecnologia chocante encontrada em navio naufragado de 60 a.C.

POR Arthur Porto EM Curiosidades 11/10/19 às 21h11

capa do post Tecnologia chocante encontrada em navio naufragado de 60 a.C.

Por volta de 60 a.C., um navio naufragou na costa nordeste de uma pequena ilha, chamada Aigila. Em suma, a ilha está localizada no estreito entre Creta e o Peloponeso. Não se sabe ao certo o porte exato do navio. No entanto, acredita-se que era um navio mercante, com cerca de 40 metros de comprimento. Além das ânforas usuais que continham vinho ou outras mercadorias, o navio também carregava antiguidades, mármore estatuário e vidro.

Basicamente, as antiguidades tinham cerca de um século. Em contrapartida, os outros objetos eram de fabricação recente. Aparentemente, também havia passageiros. Os restos do navio foram descobertos entre 1900 e 1901. A maioria dos objetos recuperados eram mais antigos que o próprio navio.

A origem dos objetos

Analogamente, acredita-se que muitos dos objetos foram fabricadas em Rodes e Kos, no Dodecaneso, perto de Éfeso, na Ásia Menor. Há indícios também que mostram que alguns objetos são originários da Costa Adriática Italiana.

O mármore, por sua vez, é pariano. Provavelmente, o mármore era oriundo da região do Egeu, talvez Delos ou Pergamon. Já o vidro era siro-palestino ou egípcio. Dentre tais objetos, destaca-se também 32 moedas de prata de Pérgamo e Éfeso, bem como moedas antigas de Katane, na Sicília, e Cnidos, na Ásia Menor.

Em suma, as últimas moedas de prata foram cunhadas entre 76 e 67 aC, fornecendo a evidência mais firme de que o naufrágio ocorreu após 76 e provavelmente dentro de uma ou duas décadas depois daquele ano.

Acredita-se que parte da carga do navio havia sido transportada por navios menores para Delos, local onde o navio havia sido carregado. Além disso, acredita-se também que havia passageiros a bordo. Afinal, a presença de passageiros em uma embarcação, desse tipo não seria incomum.

Em suma, o que não se sabe é se o navio havia sido carregado em um ou mais portos do Egeu. Em contrapartida, a localização de seus destroços mostra que o navio estava indo para o Mediterrâneo ocidental. O objetivo era descarregar a carga, em portos do mar Adriático ou mais a oeste.

Além de todos os artefatos, que compunham a carga, há um que não foi mencionado: um objeto mecânico, composto de madeira e, obviamente, de metal, cuja forma e dimensões assemelham-se a uma caixa de sapatos.

O objeto misterioso

Embora provavelmente não chamasse tanta atenção como os outros artefatos, o objeto, ao que parece, foi considerado o computador mais antigo do mundo. Embalado com segurança dentro de um recipiente forte o suficiente para protegê-lo de danos ocasionais durante a viagem, o objeto foi utilizado para prever posições astronômicas e eclipses para fins calendáricos e astrológicos.

O objeto, em suma, é formado por placas de bronze retangulares, compostas por duas faces: uma frontal e outra traseira. As placas foram emolduradas por uma caixa de madeira, que possuía uma espécie de manivela saindo do meio de um dos lados de madeira.

A característica dominante da face frontal seria um mostrador circular, cercado por duas escalas concêntricas em forma de anel e com um conjunto complicado de ponteiros saindo do centro.

Basicamente, a maior parte da face traseira é ilustrada por duas ranhuras em espiral, com escalas inscritas ao longo delas e ponteiros radiais de construção. Além disso, há também três mostradores circulares menores, com ponteiros mais simples.

Em toda a escala do mostrador, nos espaços ao redor do mostrador e também nas placas de bronze que estavam armazenadas nas faces da máquina, há textos gravados em grego.

O botão do lado indica que todos os ponteiros eram movidos, embora em diferentes direções. A placa frontal também poderia ser removida para mostrar, por trás dela, um mecanismo de engrenagens interconectadas.


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Via   ancient-origins  
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Arthur Porto
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