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Transplantes fecais podem ser um tratamento para um câncer de pele

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Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado, maligno, de células. São células agressivas e incontroláveis, que resultam em tumores ou neoplasias malignas.

Ele é o crescimento desordenado de células, que provocam o aumento significativo na região envolvida. Pode acontecer também de haver a invasão de tecidos e órgãos adjacentes. Em alguns casos, pode acontecer das células cancerosas se espalharem pelo organismo, pelos vasos sanguíneos ou linfáticos e para diferentes partes do corpo. Isso são as chamadas metástases.

O efeito ou impacto de um medicamento ou tratamento como a quimioterapia não depende somente do corpo do paciente. O sucesso de determinado medicamento também depende dos trilhões de bactérias no intestino da pessoa.

As 100 trilhões de bactérias que vivem no intestino humano, e são chamadas de microbioma do intestino humano, ajuda as pessoas a tirar os nutrientes dos alimentos, aumentar a resposta imunológica e modular os efeitos dos medicamentos.

De acordo com pesquisas recentes, o microbioma intestinal em estados aparentemente desconectados, indo da resposta a tratamentos de câncer à obesidade e doenças neurológicas, como por exemplo o Alzheimer, Parkinson, depressão, esquizofrenia e autismo.

Por trás dessas observações existe uma ideia de que a microbiota intestinal envia sinais para além do intestino. E esses sinais tem efeitos grandes em uma grande faixa de tecidos-alvo.

Pesquisa

O oncologista, Joshua Zitser, que pesquisa novas terapias para o melanoma, quis analisar se a alteração do microbioma poderia beneficiar os pacientes com câncer. E avaliaram se a transferência de matéria fecal de pacientes com melanoma, que tiveram boas respostas à imunoterapia, para os pacientes cuja imunoterapia falhou funcionou.

Os resultados revelaram que esse tipo de tratamento ajudou a diminuir os tumores de pacientes com melanoma avançado, quando as outras terapias não funcionaram.

A microbiota intestinal tem sido relacionada tanto com o sucesso, como quanto ao fracasso de várias terapias contra o câncer. Como por exemplo, a quimioterapia e a imunoterapia contra o câncer com inibidores  do ponto de controle imunológico.

De acordo com os estudos mais recentes, as espécies e populações relativas de bactérias intestinais determinaram a probabilidade de um paciente com câncer responder bem a medicamentos que são conhecidos como “inibidores do ponto de controle imunológico”.

A pesquisa mostrou que as diferenças no microbioma intestinal entre os pacientes individuais estavam relacionadas a vários resultados para esses tipos de medicamentos. Entretanto, os mecanismos de interações do microbioma imune permanecem obscuros.

Tratamento

Para investigar se determinados tipos de micróbios poderiam aumentar a eficácia das imunoterapias, Zitser e seus colegas montaram um estudo onde coletaram micróbios fecais de pacientes que responderam bem a terapia e as colocaram nos pacientes com câncer que não tiveram benefícios com as drogas.

“Escolhemos fezes de pacientes que responderam bem à imunoterapia com base no palpite de que teriam maiores quantidades de bactérias envolvidas em ajudar a reduzir o câncer. Como é difícil identificar uma ou duas espécies de bactérias responsáveis ​​pela resposta benéfica a essas terapias, usamos toda a comunidade bacteriana. Daí o transplante de micróbio fecal”, explicou Zitser.

Os pacientes que receberam o transplante eram aqueles que o melanoma nunca tinha respondido à imunoterapia, Depois de terem passado por uma biópsia do tumor, os pacientes receberam um transplante de micróbio fecal daqueles que se beneficiaram com a imunoterapia. E também receberam um medicamento chamado  pembrolizumabe.

“Após este tratamento de transplante de micróbio fecal, os tumores de seis entre 15 pacientes no estudo tiveram tumores que diminuíram ou permaneceram os mesmos. O tratamento foi bem tolerado, embora alguns dos pacientes experimentaram efeitos colaterais menores, incluindo fadiga”, concluiu.

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