
O Globo Terrestre tem vários lugares curiosos e únicos, um deles é Tristão da Cunha, o arquipélago localizado no sul do oceano Atlântico que tem o assentamento de pessoas mais isolado do mundo. Para se ter uma noção, são aproximadamente 250 pessoas com cidadania britânica ultramarina que vivem nessa ilha muito peculiar.
Ao todo, o o lugar tem seis ilhas vulcânicas que ficam a 2.400 quilômetros ao sudoeste da Ilha de Santa Helena, outra posse britânica no oceano Atlântico. Junto com as outras ilhas de Ascensão, Tristão da Cunha e Santa Helena formam o Território Ultramarino Britânico, com aproximadamente 3.250 quilômetros de extensão no meio do oceano.

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Tristão da Cunha é a principal ilha do arquipélago medindo 12 quilômetros de ponta a ponta. Ela também é o lar do Pico de Queen Mary, um vulcão cônico a 2.062 metros acima do nível do mar. A cratera central desse vulcão tem um lago no formato de um coração que fica congelado no inverno e descongela no verão.
Mesmo que isso seja algo interessante, o que atrai os turistas para a ilha mais longínqua do mundo é a vida animal. Isso porque o local é povoado pelas focas, albatrozes e pinguins-de-penacho-amarelo-do-norte. Contudo, chegar até Tristão da Cunha não é uma coisa muito fácil, visto que ela é acessível somente por uma viagem de barco, com duração de seis dias, saindo da África do Sul.
Além de suas peculiaridades, o arquipélago é uma grande evidência sobre a atividade geológica, mais especificamente a respeito das atividades nas profundezas do manto do nosso planeta. Isso porque cada uma das ilhas foi formada por picos de lava na crosta terrestre, a cerca de 400 quilômetros da Dorsal Mesoatlântica, cordilheira submarina que se estende sob o Oceano Atlântico e o Oceano Ártico,
Nesse local aconteceu o encontro das placas da América do Norte e do Sul com as da Eurásia e da África. Com o passar do tempo elas se distanciaram e fizeram com que as rochas derretidas pudessem emergir para preencherem o espaço. Por mais que o arquipélago de Tristão da Cunha não seja ligado à dorsal, ele foi formado como resultado do magma ascendente.
Essas ilhas surgiram do que é chamado, pela ciência, de “ponto quente”: local da superfície da Terra onde ocorre atividade vulcânica em consequência de um forte aquecimento provocado pela ascensão de material proveniente do seu interior.
Nesse caso, o chamado Ponto Quente da Cadeia de Walvis, formado entre a América do Sul e a África há cerca de 132 milhões de anos.
Conforme os continentes foram se separando e a crosta da Terra foi se deslocando para o oeste, o Ponto Quente da Cadeia de Walvis foi aberto e os vulcões apareceram, no espaço livre, em uma linha horizontal até que formassem as ilhas do arquipélago.
Fonte: Canaltech
Imagens: Canaltech






