
O ouro é um metal com uma cor bastante característica que lhe dá uma beleza única além de fazer com que seja cobiçado por questões religiosas, esotéricas ou pela importância econômica. Mesmo sendo a menina dos olhos, ele é extremamente raro. Para se ter uma ideia, se todo o ouro do planeta já extraído fosse unido, ele formaria um cubo de aproximadamente 22 metros de lado.
A raridade existe porque a maior parte dele está concentrada no núcleo do nosso planeta. Mesmo sabendo disso, uma dúvida que sempre ficou no ar foi como parte desse ouro chegou até a superfície da Terra.
Para responder essa dúvida, pesquisadores da Universidade de Michigan apresentaram recentemente uma teoria inovadora que muda a compreensão da formação de ouro do planeta. De acordo com o estudo, os vulcões localizados em zonas de subducção no “Anel de Fogo” do Pacífico tem um papel importantíssimo no processo.

Tecmundo
Os pesquisadores identificaram o trissulfureto de ouro, que é um composto raro encontrado nos vulcões dessas áreas de subducção. Nelas, as placas oceânicas deslizam sob as placas continentais e isso faz com que condições únicas aconteçam entre 48 e 80 quilômetros de profundidade. Elas criam rodovias vulcânicas que dão a possibilidade para que o ouro seja levado do manto para a superfície.
Conforme o modelo termodinâmico que os pesquisadores criaram, o ouro se liga ao trissulfeto em fluidos ricos em íons específicos, isso faz com que ele possa acompanhar esses fluxos até chegar na superfície da Terra. Essa seria uma explicação do motivo de existir até mil vezes mais ouro nos locais que estão perto de vulcões ativos do que em outras partes do mundo.
A descoberta desse estudo sobre o ouro do planeta pode mudar a mineração e fazer com que uma nova corrida do ouro comece. Os lugares que estão ao longo do chamado Anel de Fogo, como Indonésia, Japão, Chile, Alasca e Canadá, podem ter depósitos de ouro significativos já que, também, tem uma grande quantidade de vulcões ativos.
“Os mesmos processos que causam erupções vulcânicas, também, formam depósitos de ouro”, explicou Adam Simon, professor da Universidade de Michigan e coautor do estudo.
Por mais que essa teoria traga novas possibilidades sobre a formação do ouro do planeta, ainda existe muito o que ser entendido. Até porque, para entender exatamente os processos que controlam a formação e o transporte do ouro em zonas de subducção, é preciso muito mais estudos.
Fonte: IGN
Imagens: Tecmundo






